"O (im)pacto da globalização (neo)liberal e seu mercado, o Estado mínimo, a (re)estruturação do trabalho nos últimos vinte anos, a mercan(u)tilização da vida, o capital e suas f(n)ormas de exploração da subjetividade maqui(n)am e por isso escondem muito bem um tema que urge ser mais socializado e difundido para a grande massa: a saúde do trabalhador."
Trecho do texto de Patrícia Dorneles comentando o livro "Dominação e resistência no contexto trabalho e saúde", organizado por Mario Cesar Ferreira, José Newton Garcia de Araújo, Cleverson Pereira de Almeida e Ana Magnólia Mendes, editado pela Mackenzie.
Fonte: le monde diplo brasil de maio.
29/5/12
28/5/12
Visão além do alcance
"Ahora que dejamos atrás -de acuerdo con la ideología oficial- las pasiones políticas 'inmaduras' (el régimen de lo político, es decir, la lucha de clases y otros antagonismos pasados de moda) para dar paso a un universo postideológico pragmático maduro, de administración racional y consensos negociados, a un universo libre de impulsos utópicos en el que la administración desapasionada de los asuntos sociales va de la mano de un hedonismo estetizante (el pluralismo de las 'formas de vida')"
Slavoj Zizek
Slavoj Zizek
Gerencialismo rasteiro
"A escassez de criatividade no campo progressista estimula os adeptos do mainstream a sustentarem a ideia de que não existem alternativas ao paradigma gerencialista. A new public management apresenta-se, assim, como o fim da história da administração pública. Economia de mercado, sufrágio universal, Estado regulador e nova gerência pública são partes complementares de um todo indissociável – a sociedade (autônoma e competitiva) do mundo globalizado."
Lustosa da Costa, F. Reforma do Estado e Contexto Brasileiro: crítica do paradigma gerencialista. Editora Proibida.
Lustosa da Costa, F. Reforma do Estado e Contexto Brasileiro: crítica do paradigma gerencialista. Editora Proibida.
25/5/12
Hermenêutico-concretizante
"Arranca da ideia de que a leitura de um texto normativo se inicia pela pré-compreensão do seu sentido através do intérprete. A interpretação da constituição também não foge a este processo: é uma compreensão de sentido, um preenchimento de sentido juridicamente criador, em que o intérprete efectua uma actividade prático-normativa, concretizando a norma para e a partir de uma situaçao histórica concreta. No fundo, este método vem realçar e iluminar vários pressupostos da tarefa interretativa:
(1) os pressupostos subjectivos, dado que o intérprete desempenha papel criador (pré-compreensão) na tarefa de obtenção do sentido do texto constitucional;
(2) os pressupostos objectivos, isto é, o contexto, actuando o intérprete como operador de mediações entre o texto e a situação em que se aplica;
(3) relação entre texto e o contexto com a mediação criadora do intérprete, transformando a interpretação em 'movimento de ir e vir' (círculo hermenêutico)"
Canotilho
(1) os pressupostos subjectivos, dado que o intérprete desempenha papel criador (pré-compreensão) na tarefa de obtenção do sentido do texto constitucional;
(2) os pressupostos objectivos, isto é, o contexto, actuando o intérprete como operador de mediações entre o texto e a situação em que se aplica;
(3) relação entre texto e o contexto com a mediação criadora do intérprete, transformando a interpretação em 'movimento de ir e vir' (círculo hermenêutico)"
Canotilho
24/5/12
O cara
"Este ensaio é a primeira parte de um livro a propósito do anarquismo que seria escrito por Lakatos e por mim. Cabia-me atacar a posição racionalista; Lakatos, por seu turno, reformularia essa posição, para defendê-la e, de passagem, reduzir meus argumentos a nada. Juntas, as duas partes deviam retratar nossos longos debates em torno desse tema — debates que tiveram início em 1964, prosseguiram em cartas, aulas, chamadas telefônicas, artigos, até quase o último dia de vida de Imre, e se transformaram em parte de minha rotina diária. A origem do ensaio explica o seu estilo: trata-se de uma carta, longa e muito íntima, escrita para Imre e cada frase perversa que contém foi escrita antecipando frase ainda mais ferina de meu companheiro. Também é claro que o livro, como se apresenta, está lamentavelmente truncado. Falta-lhe a parte mais importante, a réplica da pessoa para quem foi elaborado. Publico-o, entretanto, como testemunho da forte e estimulante influência que Imre Lakatos exerceu sobre todos nós."
Contra o método - Paul K. Feyerabend
Obs.: Quinem no bróguio do G^ogóio: Será que ele era o Sr K?
Contra o método - Paul K. Feyerabend
Obs.: Quinem no bróguio do G^ogóio: Será que ele era o Sr K?
23/5/12
Libertadores en vivo
"Esses argentinos não vão parar de cantar hoje, não?
Avisem pra eles que o jogo já acabou faz meia hora."
(Comentarista da rádio)
Avisem pra eles que o jogo já acabou faz meia hora."
(Comentarista da rádio)
22/5/12
Navegar é preciso
"A utopia está lá no horizonte.
Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos.
Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos.
Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei.
Para que serve a autopia?
Serve para isso: para que eu não deixe de andar."
Galeano, volante do parmêra na década de 90 com passagens pelo nacional de montevidéo.
Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos.
Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos.
Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei.
Para que serve a autopia?
Serve para isso: para que eu não deixe de andar."
Galeano, volante do parmêra na década de 90 com passagens pelo nacional de montevidéo.
Direito e Política
"A separação entre direito e política tem sido considerada como essencial no Estado constitucional democrático. Na política, vigoram a soberania popular e o princípio majoritário. O domínio da vontade. No direito, vigora o primado da lei (the rule of law) e do respeito aos direitos fundamentais. O domínio da razão. A crença mitológica nessa distinção tem resistido ao tempo e às evidências. Ainda hoje, já avançando o século XXI, mantém-se a divisão tradicional entre o espaço da política e o espaço do direito. No plano de sua criação, não há como o direito ser separado da política, na medida em que é produto do processo constituinte ou do processo legislativo, isto é, da vontade das maiorias.
O direito é, na verdade, um dos principais produtos da política, o troféu pelo qual muitas batalhas são disputadas. Em um Estado de direito, a Constituição e as leis, a um só tempo, legitimam e limitam o poder político."
Curso de Direito Constitucional Contemporâneo: Os Conceitos Fundamentais e a Construção do Novo Modelo. Luis Roberto Barroso. Fodam-se as bibliotecárias chatas da UFU.
O direito é, na verdade, um dos principais produtos da política, o troféu pelo qual muitas batalhas são disputadas. Em um Estado de direito, a Constituição e as leis, a um só tempo, legitimam e limitam o poder político."
Curso de Direito Constitucional Contemporâneo: Os Conceitos Fundamentais e a Construção do Novo Modelo. Luis Roberto Barroso. Fodam-se as bibliotecárias chatas da UFU.
7/5/12
Mestrado-sanduíche
(Buey Neerlandés) bicho, eu tô com muita preguiça. de onde eu tirei essa ideia RETARDADA de fazer mestrado???
(Buey Neerlandés) eu vô fazê um mestrado sanduiche
(Buey Neerlandés) sanduiche: LONDON-CALAF-LONDON
(Buey Neerlandés) eu vô fazê um mestrado sanduiche
(Buey Neerlandés) sanduiche: LONDON-CALAF-LONDON
6/5/12
5/5/12
É a corrupção, idiota!
"Há várias maneiras de despolitizar uma sociedade. A principal delas é impedir a circulação de informações e perspectivas distintas a respeito do modelo de funcionamento da vida social. Há, no entanto, uma forma mais insidiosa. Ela consiste em construir uma espécie de causa genérica capaz de responder por todos os males da sociedade. Qualquer problema que aparecer será sempre remetido à mesma causa, a ser repetida infinitamente como um mantra.
Isto é o que ocorre com o problema da corrupção no Brasil. Todos os males da vida nacional, da educação ao modelo de intervenção estatal, da saúde à escolha sobre a matriz energética, são creditados à corrupção. Dessa forma, não há mais debate político possível, pois o combate à corrupção é a senha para resolver tudo. Em consequência, a política brasileira ficou pobre."
Trecho da entrevista de Vladimir Safatle na Carta Capital de 03/05.
Comentários (quinem no bróguio do G^ogóio: O pobrema do praneta é a quantidade de idiota bem intencionado. Tem mais do que formiga.
Isto é o que ocorre com o problema da corrupção no Brasil. Todos os males da vida nacional, da educação ao modelo de intervenção estatal, da saúde à escolha sobre a matriz energética, são creditados à corrupção. Dessa forma, não há mais debate político possível, pois o combate à corrupção é a senha para resolver tudo. Em consequência, a política brasileira ficou pobre."
Trecho da entrevista de Vladimir Safatle na Carta Capital de 03/05.
Comentários (quinem no bróguio do G^ogóio: O pobrema do praneta é a quantidade de idiota bem intencionado. Tem mais do que formiga.
22/4/12
Familia
Vive junto todo dia!
Nunca perde essa mania!
Obs.: um abraço po vascaíno Sarkozy e oto pa marine le pen
Nunca perde essa mania!
Obs.: um abraço po vascaíno Sarkozy e oto pa marine le pen
21/4/12
19/4/12
Monitoramento
"Tudo começou ainda na campanha de 1994, quando me apresentei ao comitê, como voluntário, para ajudar o Ricardo Kotscho durante uma ou duas manhãs por semana. Respondia questionários de entidades sobre os diversos itens do extenso programa da Frente. Um trabalho tedioso. Logo percebi que o pessoal do comitê trabalhava tanto que mal tinha tempo para pensar.
Resolvi pensar. Lia os jornais, assistia à televisão e pensava.
Depois, mandava um fax para o Lula com uma análise sintética do que eu achava que estava acontecendo, do que os jornais estavam dizendo, e sugerindo algumas ações.
Um dia, o Lula entrou no comitê e ordenou que meu fax fosse enviado a ele imediatmaente, onde quer que estivesse. A partir daí, o fax ficou importante, e eu fiquei importante. Quando a caravana de Lula chegava a alguma cidade, já localizavam um aparelho de fax, e para lá ia o meu despacho.
Perdemos aquela campanha, também, como se sabe.
Mas o Lula gostou das cartas e quando começou a campanha de 1998 foi logo dizendo à Clara Ant: "Eu quero aquelas cartas ácidas do Kucinski"."
Fonte: As c@rtas ácidas da campanha de Lula de 1998, de Bernardo Kucinski
Resolvi pensar. Lia os jornais, assistia à televisão e pensava.
Depois, mandava um fax para o Lula com uma análise sintética do que eu achava que estava acontecendo, do que os jornais estavam dizendo, e sugerindo algumas ações.
Um dia, o Lula entrou no comitê e ordenou que meu fax fosse enviado a ele imediatmaente, onde quer que estivesse. A partir daí, o fax ficou importante, e eu fiquei importante. Quando a caravana de Lula chegava a alguma cidade, já localizavam um aparelho de fax, e para lá ia o meu despacho.
Perdemos aquela campanha, também, como se sabe.
Mas o Lula gostou das cartas e quando começou a campanha de 1998 foi logo dizendo à Clara Ant: "Eu quero aquelas cartas ácidas do Kucinski"."
Fonte: As c@rtas ácidas da campanha de Lula de 1998, de Bernardo Kucinski
18/4/12
Pranejamento
(Doutor Marmota) Essa porcaria num funciona. Sei lá, precisa ser mais burro sabe, menos "estratégico".
(Doutor Assessor) É que tem muito arquiteto e pouco mestre de obras.
(Doutor Assessor) É que tem muito arquiteto e pouco mestre de obras.
16/4/12
Sangue nas veias
(Heródoto) Ô Stédile, explica pro telespectador o seguinte: porque que o movimento também invade, às vezes, fazendas de grandes empresas que plantam ou eucalipto, ou soja. É pra quê isso, pra movimentar a opinião pública ou é pra fazer reforma agrária naquela terra?
(Stédile) É pras duas coisas. (...)
(Ieu) Aí ele explica as razões ÓBVIAS e, então (...)
(Stédile) Ora, é ou não é de ocupá essas fazendas? Qualquer sujeito que tem sangue nas veias, é óbvio, que diante de uma injustiça tão grande, se rebela e ocupa.
Normalidade

Que maravilha. Incrivel como que, ao menos por alguns segundos, parece que o mudo é normal. Viva a Argentina. Viva a Cristina. E o melhor de tudo é que a Espanha já "dio por rota la amistad con Argentina". FANTÁSTICO! Óia trecho da notícia no página 12 a seguir:
A través de un proyecto de ley enviado al Congreso, que hoy mismo entrará a la Cámara alta, el Ejecutivo establece como "objetivo prioritario el logro del autoabastecimiento de hidrocarburos, y la explotación, la industrialización, el transporte y la comercialización" de los mismos, dispone la creación del Consejo Federal de Hidrocarburos y la remoción de la totalidad de los directores y síndicos titulares y suplentes de la empresa. Cristina Kirchner afirmó que de "proseguir con la política de vaciamiento, de falta de producción y de exploración, nos tornaríamos en un país inviable, por políticas empresariales y no por falta de recursos, ya que somos el tercer país en el mundo, luego de China y EE.UU., en reservas de gas", y agregó que el año pasado fue "la primera vez en 17 años que la Argentina tuvo que importar gas y petróleo". En el mismo acto, CFK confirmó que mediante un Decreto de Necesidad y Urgencia el ministro de Planificación, Julio De Vido, fue designado interventor de la compañía, a quien acompanará el viceministro de Economía, Axel Kicillof, que se ocupará de los "aspectos económicos y financieros de la gestión". Luego de denunciar que a pesar de haber reducido la producción YPF-Repsol había duplicado sus ingresos en el último ejercicio y de cuestionar la necesidad de importar combustibles para mantener la producción agrícola-ganadera e industrial, Cristina advirtió que nadie esperara un exabrupto de su parte en respuesta a los agravios que la medida anunciada hoy pudiera provocar y afirmó que "soy una jefa de Estado, no una patotera: se trata de una política de recuperación de la soberanía".
15/4/12
Amor e paixão
"Começamos a aprender uma série de coisas e o quanto era burocrática a nossa máquina pública.
Por que era tão burocrática?
Porque você tem uma ambiguidade na aplicação da lei. O [episódio do despejo no] Pinheirinho mostrou isso: há uma total arbitrariedade na aplicação da lei.
Você tem fraude de registro no Brasil, que é muito mais norma do que exceção.
Há essa tensão na aplicação da lei. Existe um ardil na sua aplicação.
E é absolutamente contraditório.
Imagine se você levasse a sério a lei do zoneamento e o plano diretor? Em certos casos, se eu aplicar a lei de zoneamento, vai ser pior.
Por exemplo: se existem quase 2 milhões de pessoas morando ilegalmente na área de proteção dos mananciais, onde você põe esse povo? Se de repente você fala “vamos cumprir a lei”, tira essas pessoas e não deixa entrar mais ninguém.
Você põe onde e como é que você vai impedir a entrada?
O povo não evapora.
Ele vai morar em algum lugar.
Muitas pessoas estão morando em áreas de proteção ambiental porque estas não interessam ao mercado imobiliário.
E elas são invisíveis.
Quanto ao Ministério das Cidades, fui para a equipe de transição, e sabia o que o Lula queria de mim, porque nós tínhamos feito o Projeto Moradia, e, nele, estava a ideia de criação do Ministério das Cidades. Quando acabou essa experiência na Prefeitura, a Erundina teve 70 processos e eu tive três ou quatro e fui muito bem defendida, por gente como José Afonso da Silva, Márcio Thomaz Bastos, Paulo Lomar, Sérgio Renault, e havia um grupo de pessoas me ajudava a pagar.
E é impressionante como no Brasil os corruptos nos acusam.
Então, tinha prometido a mim mesma que eu não voltaria ao Poder Público. Mas fiquei no Ministério das Cidades, que para qualquer urbanista é um sonho, participar da criação e depois implementar, com o Olívio [Dutra] à frente. E aí foi muito diferente a experiência, porque o Olívio tem uma postura de maior tranquilidade diante dos conflitos do que eu tinha, além de muita experiência. E ele tinha muita confiança em mim e na minha capacidade de direcionamento técnico e político no Ministério. A equipe era maravilhosa, tinha um lado de ativista, uma boa parte da equipe tinha um lado de acadêmico, com títulos, e o lado profissional.
Já tinham passado pela administração pública, porque a primeira experiência no Poder Público é absolutamente necessária para você não levar um susto com a burocracia, com os pequenos conflitos, as pequenas disputas de poder e tal...
Pequenas, às vezes nem tanto... (risos)"
Ermínia Maricato em entrevista à Revista Fórum.
Por que era tão burocrática?
Porque você tem uma ambiguidade na aplicação da lei. O [episódio do despejo no] Pinheirinho mostrou isso: há uma total arbitrariedade na aplicação da lei.
Você tem fraude de registro no Brasil, que é muito mais norma do que exceção.
Há essa tensão na aplicação da lei. Existe um ardil na sua aplicação.
E é absolutamente contraditório.
Imagine se você levasse a sério a lei do zoneamento e o plano diretor? Em certos casos, se eu aplicar a lei de zoneamento, vai ser pior.
Por exemplo: se existem quase 2 milhões de pessoas morando ilegalmente na área de proteção dos mananciais, onde você põe esse povo? Se de repente você fala “vamos cumprir a lei”, tira essas pessoas e não deixa entrar mais ninguém.
Você põe onde e como é que você vai impedir a entrada?
O povo não evapora.
Ele vai morar em algum lugar.
Muitas pessoas estão morando em áreas de proteção ambiental porque estas não interessam ao mercado imobiliário.
E elas são invisíveis.
Quanto ao Ministério das Cidades, fui para a equipe de transição, e sabia o que o Lula queria de mim, porque nós tínhamos feito o Projeto Moradia, e, nele, estava a ideia de criação do Ministério das Cidades. Quando acabou essa experiência na Prefeitura, a Erundina teve 70 processos e eu tive três ou quatro e fui muito bem defendida, por gente como José Afonso da Silva, Márcio Thomaz Bastos, Paulo Lomar, Sérgio Renault, e havia um grupo de pessoas me ajudava a pagar.
E é impressionante como no Brasil os corruptos nos acusam.
Então, tinha prometido a mim mesma que eu não voltaria ao Poder Público. Mas fiquei no Ministério das Cidades, que para qualquer urbanista é um sonho, participar da criação e depois implementar, com o Olívio [Dutra] à frente. E aí foi muito diferente a experiência, porque o Olívio tem uma postura de maior tranquilidade diante dos conflitos do que eu tinha, além de muita experiência. E ele tinha muita confiança em mim e na minha capacidade de direcionamento técnico e político no Ministério. A equipe era maravilhosa, tinha um lado de ativista, uma boa parte da equipe tinha um lado de acadêmico, com títulos, e o lado profissional.
Já tinham passado pela administração pública, porque a primeira experiência no Poder Público é absolutamente necessária para você não levar um susto com a burocracia, com os pequenos conflitos, as pequenas disputas de poder e tal...
Pequenas, às vezes nem tanto... (risos)"
Ermínia Maricato em entrevista à Revista Fórum.
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