"Quando George Papandreou, então primeiro-ministro grego, propôs um referendo sobre a proposta de resgate que a Eurozona apresentara no final do ano passado, até o referendo foi descartado como falsa escolha.
Há duas principais narrativas na mídia, sobre a crise grega: a narrativa alemã-europeia (os gregos são irresponsáveis, preguiçosos, gastadores, não pagam impostos etc.; e têm de ser postos sob controle, com aulas de disciplina financeira); e a narrativa grega (nossa soberania nacional está ameaçada pelo tecnologia neoliberal imposta por Bruxelas).
Quando se tornou impossível ignorar o suplício do povo grego, emergiu uma terceira narrativa: os gregos estão sendo apresentados hoje como vítimas de desastre humanitário, carentes de ajuda, como se alguma guerra ou catástrofe natural tivesse atingido o país.
As três são falsas narrativas, mas a terceira parece ser a mais repugnante. Os gregos não são vítimas passivas. Os gregos estão em guerra contra o establishment econômico europeu. Precisam de solidariedade nessa luta, porque a luta dos gregos é a luta de todos nós.
A Grécia não é exceção. É mais uma, dentre várias pistas de testes de um novo modelo socioeconômico de aplicação quase ilimitada: uma tecnocracia despolitizada, na qual banqueiros e outros especialistas ganham carta branca para demolir a democracia.
Ao salvar a Grécia de seus ditos “salvadores”, salvaremos também a Europa."
Slavoj Zizek em artigo publicado hoje na Revista Fórum
30/5/12
29/5/12
Más notícias - retrospectiva
"Doutor Ramirez tem o espírito de Matusalém.
O mundo continua de cabeça pra baixo.
2012 bem que podia pelo menos desembocar essa desgraça, mas só vejo mais vaidade chegando pra foder a porra toda ainda mais.
Vou beber."
(Doutor Estratégico)
O mundo continua de cabeça pra baixo.
2012 bem que podia pelo menos desembocar essa desgraça, mas só vejo mais vaidade chegando pra foder a porra toda ainda mais.
Vou beber."
(Doutor Estratégico)
Almacén - especial 2
. PADRE-PADRE! O CEARÁ ME CONTRATOU!
. A Fabiana me mandou um email. SOCORRO! O clima aqui na concentração do Ceará ficou TENSO!
. A Fabiana me mandou um email. SOCORRO! O clima aqui na concentração do Ceará ficou TENSO!
Almacén - especial
. INSTALEI O PES 2012! ESTOY MUY FELIZ!
. NARRACAO DE SILVIO LUIZ! VIVA CARECONE!
. VOU COMEÇAR MINHA CARREIRA NO RKC WAALWIJK! Tengo17 anos e ganho salário mínimo
. (3 meses depois-ou 2 dias-, quinem nas novela da grobo) FUI CONVOCADO PRA AMISTOSO DA SELEÇÃO! SOU O PRÓXIMO PELÉ! Napoli negociando e PSG mandou olheiro.
. (15 dias depois-ou 12 horas-, quinem nas novela da grobo) PSG não fez oferta, napoli idem. VO MATÁ O CAMARÃO! Vô agora estrar pela seleção, amistoso contra a austria.
. (1 ano depois-ou sei lá quantos dias-, quinem nas novela da grobo) Muy mal, estoy en mala fase y el tecnico no me deja jugar mas q 55 min. ESTOY MUY TRISTE!
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Almacén - general
. o habitat natural do boi holandes é o BAR
. lembre-se da cena do soldado procurando o próprio braço
. aqui no mercado não tem espn br. Me atualiza chelsea e liverpool, VANDER!
. Catalunia, aqui vou eu! EU VO FALÁ DA RENDA DE CIDADANIA NO SEMINÁRIO! VIVA O SUPLICY!
. Estou em CATALUNIA/GO. Bota a cerveza pra gelar!
. Zapo coaxa uêba. Artigo enviado, manda um colírio desses que você usa pra gente!
. Esse bloco 3Q é muito mais PERIGOSO!
. AQUI EM MINAS VAMOS BATER O RECORDE DE PRODUÇÃO DE LEITE ESSE ANO!
. PROCEDIMENTO DE PORTAS! ALCOOL EM AUTOMÁTICO!
. O MOVIMENTO É INTENSO NO SISTEMA ANCHIETA-IMIGRANTES, VANDER!
. Rrrrrrrrrrespondo-lho
. SWINGPRAN 2012: agora para iphone e tablets! Aprovado pela CGU! (entra vinheta do seu creysson)
. "BOI SOZINHO SE LAMBE MELHOR"
. MEU NOME AGORA É POGOBOL!
. Cabei de torcer o pe tropecando ao ver novillas na rua! ESTOU MTO FELIZ!
. ¡CABEZA DE VACA!
. Biologicamente estou vivo, sim. Como tem chance do mundo acabar em 2012, não sei por quanto tempo.
. Só a violencia gera a compreensão
. lembre-se da cena do soldado procurando o próprio braço
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. Biologicamente estou vivo, sim. Como tem chance do mundo acabar em 2012, não sei por quanto tempo.
. Só a violencia gera a compreensão
Trabajo
"O (im)pacto da globalização (neo)liberal e seu mercado, o Estado mínimo, a (re)estruturação do trabalho nos últimos vinte anos, a mercan(u)tilização da vida, o capital e suas f(n)ormas de exploração da subjetividade maqui(n)am e por isso escondem muito bem um tema que urge ser mais socializado e difundido para a grande massa: a saúde do trabalhador."
Trecho do texto de Patrícia Dorneles comentando o livro "Dominação e resistência no contexto trabalho e saúde", organizado por Mario Cesar Ferreira, José Newton Garcia de Araújo, Cleverson Pereira de Almeida e Ana Magnólia Mendes, editado pela Mackenzie.
Fonte: le monde diplo brasil de maio.
Trecho do texto de Patrícia Dorneles comentando o livro "Dominação e resistência no contexto trabalho e saúde", organizado por Mario Cesar Ferreira, José Newton Garcia de Araújo, Cleverson Pereira de Almeida e Ana Magnólia Mendes, editado pela Mackenzie.
Fonte: le monde diplo brasil de maio.
28/5/12
Visão além do alcance
"Ahora que dejamos atrás -de acuerdo con la ideología oficial- las pasiones políticas 'inmaduras' (el régimen de lo político, es decir, la lucha de clases y otros antagonismos pasados de moda) para dar paso a un universo postideológico pragmático maduro, de administración racional y consensos negociados, a un universo libre de impulsos utópicos en el que la administración desapasionada de los asuntos sociales va de la mano de un hedonismo estetizante (el pluralismo de las 'formas de vida')"
Slavoj Zizek
Slavoj Zizek
Gerencialismo rasteiro
"A escassez de criatividade no campo progressista estimula os adeptos do mainstream a sustentarem a ideia de que não existem alternativas ao paradigma gerencialista. A new public management apresenta-se, assim, como o fim da história da administração pública. Economia de mercado, sufrágio universal, Estado regulador e nova gerência pública são partes complementares de um todo indissociável – a sociedade (autônoma e competitiva) do mundo globalizado."
Lustosa da Costa, F. Reforma do Estado e Contexto Brasileiro: crítica do paradigma gerencialista. Editora Proibida.
Lustosa da Costa, F. Reforma do Estado e Contexto Brasileiro: crítica do paradigma gerencialista. Editora Proibida.
25/5/12
Hermenêutico-concretizante
"Arranca da ideia de que a leitura de um texto normativo se inicia pela pré-compreensão do seu sentido através do intérprete. A interpretação da constituição também não foge a este processo: é uma compreensão de sentido, um preenchimento de sentido juridicamente criador, em que o intérprete efectua uma actividade prático-normativa, concretizando a norma para e a partir de uma situaçao histórica concreta. No fundo, este método vem realçar e iluminar vários pressupostos da tarefa interretativa:
(1) os pressupostos subjectivos, dado que o intérprete desempenha papel criador (pré-compreensão) na tarefa de obtenção do sentido do texto constitucional;
(2) os pressupostos objectivos, isto é, o contexto, actuando o intérprete como operador de mediações entre o texto e a situação em que se aplica;
(3) relação entre texto e o contexto com a mediação criadora do intérprete, transformando a interpretação em 'movimento de ir e vir' (círculo hermenêutico)"
Canotilho
(1) os pressupostos subjectivos, dado que o intérprete desempenha papel criador (pré-compreensão) na tarefa de obtenção do sentido do texto constitucional;
(2) os pressupostos objectivos, isto é, o contexto, actuando o intérprete como operador de mediações entre o texto e a situação em que se aplica;
(3) relação entre texto e o contexto com a mediação criadora do intérprete, transformando a interpretação em 'movimento de ir e vir' (círculo hermenêutico)"
Canotilho
24/5/12
O cara
"Este ensaio é a primeira parte de um livro a propósito do anarquismo que seria escrito por Lakatos e por mim. Cabia-me atacar a posição racionalista; Lakatos, por seu turno, reformularia essa posição, para defendê-la e, de passagem, reduzir meus argumentos a nada. Juntas, as duas partes deviam retratar nossos longos debates em torno desse tema — debates que tiveram início em 1964, prosseguiram em cartas, aulas, chamadas telefônicas, artigos, até quase o último dia de vida de Imre, e se transformaram em parte de minha rotina diária. A origem do ensaio explica o seu estilo: trata-se de uma carta, longa e muito íntima, escrita para Imre e cada frase perversa que contém foi escrita antecipando frase ainda mais ferina de meu companheiro. Também é claro que o livro, como se apresenta, está lamentavelmente truncado. Falta-lhe a parte mais importante, a réplica da pessoa para quem foi elaborado. Publico-o, entretanto, como testemunho da forte e estimulante influência que Imre Lakatos exerceu sobre todos nós."
Contra o método - Paul K. Feyerabend
Obs.: Quinem no bróguio do G^ogóio: Será que ele era o Sr K?
Contra o método - Paul K. Feyerabend
Obs.: Quinem no bróguio do G^ogóio: Será que ele era o Sr K?
23/5/12
Libertadores en vivo
"Esses argentinos não vão parar de cantar hoje, não?
Avisem pra eles que o jogo já acabou faz meia hora."
(Comentarista da rádio)
Avisem pra eles que o jogo já acabou faz meia hora."
(Comentarista da rádio)
22/5/12
Navegar é preciso
"A utopia está lá no horizonte.
Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos.
Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos.
Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei.
Para que serve a autopia?
Serve para isso: para que eu não deixe de andar."
Galeano, volante do parmêra na década de 90 com passagens pelo nacional de montevidéo.
Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos.
Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos.
Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei.
Para que serve a autopia?
Serve para isso: para que eu não deixe de andar."
Galeano, volante do parmêra na década de 90 com passagens pelo nacional de montevidéo.
Direito e Política
"A separação entre direito e política tem sido considerada como essencial no Estado constitucional democrático. Na política, vigoram a soberania popular e o princípio majoritário. O domínio da vontade. No direito, vigora o primado da lei (the rule of law) e do respeito aos direitos fundamentais. O domínio da razão. A crença mitológica nessa distinção tem resistido ao tempo e às evidências. Ainda hoje, já avançando o século XXI, mantém-se a divisão tradicional entre o espaço da política e o espaço do direito. No plano de sua criação, não há como o direito ser separado da política, na medida em que é produto do processo constituinte ou do processo legislativo, isto é, da vontade das maiorias.
O direito é, na verdade, um dos principais produtos da política, o troféu pelo qual muitas batalhas são disputadas. Em um Estado de direito, a Constituição e as leis, a um só tempo, legitimam e limitam o poder político."
Curso de Direito Constitucional Contemporâneo: Os Conceitos Fundamentais e a Construção do Novo Modelo. Luis Roberto Barroso. Fodam-se as bibliotecárias chatas da UFU.
O direito é, na verdade, um dos principais produtos da política, o troféu pelo qual muitas batalhas são disputadas. Em um Estado de direito, a Constituição e as leis, a um só tempo, legitimam e limitam o poder político."
Curso de Direito Constitucional Contemporâneo: Os Conceitos Fundamentais e a Construção do Novo Modelo. Luis Roberto Barroso. Fodam-se as bibliotecárias chatas da UFU.
7/5/12
Mestrado-sanduíche
(Buey Neerlandés) bicho, eu tô com muita preguiça. de onde eu tirei essa ideia RETARDADA de fazer mestrado???
(Buey Neerlandés) eu vô fazê um mestrado sanduiche
(Buey Neerlandés) sanduiche: LONDON-CALAF-LONDON
(Buey Neerlandés) eu vô fazê um mestrado sanduiche
(Buey Neerlandés) sanduiche: LONDON-CALAF-LONDON
6/5/12
5/5/12
É a corrupção, idiota!
"Há várias maneiras de despolitizar uma sociedade. A principal delas é impedir a circulação de informações e perspectivas distintas a respeito do modelo de funcionamento da vida social. Há, no entanto, uma forma mais insidiosa. Ela consiste em construir uma espécie de causa genérica capaz de responder por todos os males da sociedade. Qualquer problema que aparecer será sempre remetido à mesma causa, a ser repetida infinitamente como um mantra.
Isto é o que ocorre com o problema da corrupção no Brasil. Todos os males da vida nacional, da educação ao modelo de intervenção estatal, da saúde à escolha sobre a matriz energética, são creditados à corrupção. Dessa forma, não há mais debate político possível, pois o combate à corrupção é a senha para resolver tudo. Em consequência, a política brasileira ficou pobre."
Trecho da entrevista de Vladimir Safatle na Carta Capital de 03/05.
Comentários (quinem no bróguio do G^ogóio: O pobrema do praneta é a quantidade de idiota bem intencionado. Tem mais do que formiga.
Isto é o que ocorre com o problema da corrupção no Brasil. Todos os males da vida nacional, da educação ao modelo de intervenção estatal, da saúde à escolha sobre a matriz energética, são creditados à corrupção. Dessa forma, não há mais debate político possível, pois o combate à corrupção é a senha para resolver tudo. Em consequência, a política brasileira ficou pobre."
Trecho da entrevista de Vladimir Safatle na Carta Capital de 03/05.
Comentários (quinem no bróguio do G^ogóio: O pobrema do praneta é a quantidade de idiota bem intencionado. Tem mais do que formiga.
22/4/12
Familia
Vive junto todo dia!
Nunca perde essa mania!
Obs.: um abraço po vascaíno Sarkozy e oto pa marine le pen
Nunca perde essa mania!
Obs.: um abraço po vascaíno Sarkozy e oto pa marine le pen
21/4/12
19/4/12
Monitoramento
"Tudo começou ainda na campanha de 1994, quando me apresentei ao comitê, como voluntário, para ajudar o Ricardo Kotscho durante uma ou duas manhãs por semana. Respondia questionários de entidades sobre os diversos itens do extenso programa da Frente. Um trabalho tedioso. Logo percebi que o pessoal do comitê trabalhava tanto que mal tinha tempo para pensar.
Resolvi pensar. Lia os jornais, assistia à televisão e pensava.
Depois, mandava um fax para o Lula com uma análise sintética do que eu achava que estava acontecendo, do que os jornais estavam dizendo, e sugerindo algumas ações.
Um dia, o Lula entrou no comitê e ordenou que meu fax fosse enviado a ele imediatmaente, onde quer que estivesse. A partir daí, o fax ficou importante, e eu fiquei importante. Quando a caravana de Lula chegava a alguma cidade, já localizavam um aparelho de fax, e para lá ia o meu despacho.
Perdemos aquela campanha, também, como se sabe.
Mas o Lula gostou das cartas e quando começou a campanha de 1998 foi logo dizendo à Clara Ant: "Eu quero aquelas cartas ácidas do Kucinski"."
Fonte: As c@rtas ácidas da campanha de Lula de 1998, de Bernardo Kucinski
Resolvi pensar. Lia os jornais, assistia à televisão e pensava.
Depois, mandava um fax para o Lula com uma análise sintética do que eu achava que estava acontecendo, do que os jornais estavam dizendo, e sugerindo algumas ações.
Um dia, o Lula entrou no comitê e ordenou que meu fax fosse enviado a ele imediatmaente, onde quer que estivesse. A partir daí, o fax ficou importante, e eu fiquei importante. Quando a caravana de Lula chegava a alguma cidade, já localizavam um aparelho de fax, e para lá ia o meu despacho.
Perdemos aquela campanha, também, como se sabe.
Mas o Lula gostou das cartas e quando começou a campanha de 1998 foi logo dizendo à Clara Ant: "Eu quero aquelas cartas ácidas do Kucinski"."
Fonte: As c@rtas ácidas da campanha de Lula de 1998, de Bernardo Kucinski
18/4/12
Pranejamento
(Doutor Marmota) Essa porcaria num funciona. Sei lá, precisa ser mais burro sabe, menos "estratégico".
(Doutor Assessor) É que tem muito arquiteto e pouco mestre de obras.
(Doutor Assessor) É que tem muito arquiteto e pouco mestre de obras.
16/4/12
Sangue nas veias
(Heródoto) Ô Stédile, explica pro telespectador o seguinte: porque que o movimento também invade, às vezes, fazendas de grandes empresas que plantam ou eucalipto, ou soja. É pra quê isso, pra movimentar a opinião pública ou é pra fazer reforma agrária naquela terra?
(Stédile) É pras duas coisas. (...)
(Ieu) Aí ele explica as razões ÓBVIAS e, então (...)
(Stédile) Ora, é ou não é de ocupá essas fazendas? Qualquer sujeito que tem sangue nas veias, é óbvio, que diante de uma injustiça tão grande, se rebela e ocupa.
Normalidade

Que maravilha. Incrivel como que, ao menos por alguns segundos, parece que o mudo é normal. Viva a Argentina. Viva a Cristina. E o melhor de tudo é que a Espanha já "dio por rota la amistad con Argentina". FANTÁSTICO! Óia trecho da notícia no página 12 a seguir:
A través de un proyecto de ley enviado al Congreso, que hoy mismo entrará a la Cámara alta, el Ejecutivo establece como "objetivo prioritario el logro del autoabastecimiento de hidrocarburos, y la explotación, la industrialización, el transporte y la comercialización" de los mismos, dispone la creación del Consejo Federal de Hidrocarburos y la remoción de la totalidad de los directores y síndicos titulares y suplentes de la empresa. Cristina Kirchner afirmó que de "proseguir con la política de vaciamiento, de falta de producción y de exploración, nos tornaríamos en un país inviable, por políticas empresariales y no por falta de recursos, ya que somos el tercer país en el mundo, luego de China y EE.UU., en reservas de gas", y agregó que el año pasado fue "la primera vez en 17 años que la Argentina tuvo que importar gas y petróleo". En el mismo acto, CFK confirmó que mediante un Decreto de Necesidad y Urgencia el ministro de Planificación, Julio De Vido, fue designado interventor de la compañía, a quien acompanará el viceministro de Economía, Axel Kicillof, que se ocupará de los "aspectos económicos y financieros de la gestión". Luego de denunciar que a pesar de haber reducido la producción YPF-Repsol había duplicado sus ingresos en el último ejercicio y de cuestionar la necesidad de importar combustibles para mantener la producción agrícola-ganadera e industrial, Cristina advirtió que nadie esperara un exabrupto de su parte en respuesta a los agravios que la medida anunciada hoy pudiera provocar y afirmó que "soy una jefa de Estado, no una patotera: se trata de una política de recuperación de la soberanía".
15/4/12
Amor e paixão
"Começamos a aprender uma série de coisas e o quanto era burocrática a nossa máquina pública.
Por que era tão burocrática?
Porque você tem uma ambiguidade na aplicação da lei. O [episódio do despejo no] Pinheirinho mostrou isso: há uma total arbitrariedade na aplicação da lei.
Você tem fraude de registro no Brasil, que é muito mais norma do que exceção.
Há essa tensão na aplicação da lei. Existe um ardil na sua aplicação.
E é absolutamente contraditório.
Imagine se você levasse a sério a lei do zoneamento e o plano diretor? Em certos casos, se eu aplicar a lei de zoneamento, vai ser pior.
Por exemplo: se existem quase 2 milhões de pessoas morando ilegalmente na área de proteção dos mananciais, onde você põe esse povo? Se de repente você fala “vamos cumprir a lei”, tira essas pessoas e não deixa entrar mais ninguém.
Você põe onde e como é que você vai impedir a entrada?
O povo não evapora.
Ele vai morar em algum lugar.
Muitas pessoas estão morando em áreas de proteção ambiental porque estas não interessam ao mercado imobiliário.
E elas são invisíveis.
Quanto ao Ministério das Cidades, fui para a equipe de transição, e sabia o que o Lula queria de mim, porque nós tínhamos feito o Projeto Moradia, e, nele, estava a ideia de criação do Ministério das Cidades. Quando acabou essa experiência na Prefeitura, a Erundina teve 70 processos e eu tive três ou quatro e fui muito bem defendida, por gente como José Afonso da Silva, Márcio Thomaz Bastos, Paulo Lomar, Sérgio Renault, e havia um grupo de pessoas me ajudava a pagar.
E é impressionante como no Brasil os corruptos nos acusam.
Então, tinha prometido a mim mesma que eu não voltaria ao Poder Público. Mas fiquei no Ministério das Cidades, que para qualquer urbanista é um sonho, participar da criação e depois implementar, com o Olívio [Dutra] à frente. E aí foi muito diferente a experiência, porque o Olívio tem uma postura de maior tranquilidade diante dos conflitos do que eu tinha, além de muita experiência. E ele tinha muita confiança em mim e na minha capacidade de direcionamento técnico e político no Ministério. A equipe era maravilhosa, tinha um lado de ativista, uma boa parte da equipe tinha um lado de acadêmico, com títulos, e o lado profissional.
Já tinham passado pela administração pública, porque a primeira experiência no Poder Público é absolutamente necessária para você não levar um susto com a burocracia, com os pequenos conflitos, as pequenas disputas de poder e tal...
Pequenas, às vezes nem tanto... (risos)"
Ermínia Maricato em entrevista à Revista Fórum.
Por que era tão burocrática?
Porque você tem uma ambiguidade na aplicação da lei. O [episódio do despejo no] Pinheirinho mostrou isso: há uma total arbitrariedade na aplicação da lei.
Você tem fraude de registro no Brasil, que é muito mais norma do que exceção.
Há essa tensão na aplicação da lei. Existe um ardil na sua aplicação.
E é absolutamente contraditório.
Imagine se você levasse a sério a lei do zoneamento e o plano diretor? Em certos casos, se eu aplicar a lei de zoneamento, vai ser pior.
Por exemplo: se existem quase 2 milhões de pessoas morando ilegalmente na área de proteção dos mananciais, onde você põe esse povo? Se de repente você fala “vamos cumprir a lei”, tira essas pessoas e não deixa entrar mais ninguém.
Você põe onde e como é que você vai impedir a entrada?
O povo não evapora.
Ele vai morar em algum lugar.
Muitas pessoas estão morando em áreas de proteção ambiental porque estas não interessam ao mercado imobiliário.
E elas são invisíveis.
Quanto ao Ministério das Cidades, fui para a equipe de transição, e sabia o que o Lula queria de mim, porque nós tínhamos feito o Projeto Moradia, e, nele, estava a ideia de criação do Ministério das Cidades. Quando acabou essa experiência na Prefeitura, a Erundina teve 70 processos e eu tive três ou quatro e fui muito bem defendida, por gente como José Afonso da Silva, Márcio Thomaz Bastos, Paulo Lomar, Sérgio Renault, e havia um grupo de pessoas me ajudava a pagar.
E é impressionante como no Brasil os corruptos nos acusam.
Então, tinha prometido a mim mesma que eu não voltaria ao Poder Público. Mas fiquei no Ministério das Cidades, que para qualquer urbanista é um sonho, participar da criação e depois implementar, com o Olívio [Dutra] à frente. E aí foi muito diferente a experiência, porque o Olívio tem uma postura de maior tranquilidade diante dos conflitos do que eu tinha, além de muita experiência. E ele tinha muita confiança em mim e na minha capacidade de direcionamento técnico e político no Ministério. A equipe era maravilhosa, tinha um lado de ativista, uma boa parte da equipe tinha um lado de acadêmico, com títulos, e o lado profissional.
Já tinham passado pela administração pública, porque a primeira experiência no Poder Público é absolutamente necessária para você não levar um susto com a burocracia, com os pequenos conflitos, as pequenas disputas de poder e tal...
Pequenas, às vezes nem tanto... (risos)"
Ermínia Maricato em entrevista à Revista Fórum.
14/4/12
Lógica perversa
"(...) falar em um “pensamento crítico” nada mais é do que a tentativa de buscar outra direção ou outro referencial epistemológico que atenda à modernidade presente, pois os paradigmas de fundamentação (tanto ao nível das ciências humanas quanto da Teoria Geral do Direito) não acompanham as profundas transformações sociais e econômicas por que passam as modernas sociedades políticas industriais e pós-industriais. A crise da racionalidade que atravessa a complexa cultura burguesa de massas estende-se ao saber sacralizado e hegemônico das estruturas lógico-formais de normatividade jurídica. O paradigma de cientificidade que sustenta o atual discurso jurídico liberal-individualista, edificado e sistematizado entre os séculos XVIII e XIX, está inteiramente desajustado, diante da complexidade das novas formas de produção globalizada do capital e das profundas contradições estruturais das sociedades de consumo. Daí que a perspectiva de crítica, no contexto de um discurso oficialmente inerte, vazio e desatualizado, torna-se extremamente relevante, porquanto a emergência de categorias de ruptura ao instituído traz o direcionamento da teoria jurídica não só com os reais interesses da experiência social, mas, sobretudo, como autêntico instrumento normativo de implementação das mudanças e das transformações necessárias."
Antonio Carlos Wolkmer. Introdução ao Pensamento Jurídico Crítico. Pág 87.
Dicas do autor sobre o assunto: Jose Eduardo Faria, Eficácia jurídica e violência simbólica, São Paulo, Edusp, 1988; e Eduardo Novoa Monreal, Instrumentos jurídicos para uma politica econômica avanzada, Buenos Aires, Depalma, 1987.
Antonio Carlos Wolkmer. Introdução ao Pensamento Jurídico Crítico. Pág 87.
Dicas do autor sobre o assunto: Jose Eduardo Faria, Eficácia jurídica e violência simbólica, São Paulo, Edusp, 1988; e Eduardo Novoa Monreal, Instrumentos jurídicos para uma politica econômica avanzada, Buenos Aires, Depalma, 1987.
Contradições
Uma pressão adicional advém da ação combinada entre o mercado e o Estado, duas entidades contraditórias que se completam e que se repelem o tempo todo. Por um lado, essa cobinação implicou um inédito fortalecimento do mercado, que se soltou das regulações, perdeu freio, passou a mexer-se animado exclusivamente por sua própria lógica. Em alguns casos, impõem-se sem restrições, exercendo, sobre a sociedade e os governos, uma verdadeira operação de cerdo e de sufocamento. Como contraponto do Estado, o mercado turninado ameaça precisamente as instituições e operações técnicas, jurídicas e políticas inventadas para impedir o próprio mercado de produzir barbárie demais, para mitigar seus efeitos mais problemáticos e funestos e estabelecer mecanismos de proteção social destinados a resgatar e a promover os interesses sociais por ele prejudicados. A liberação do mercado feita em clima de globalização capitalista representa um terrível aumento das pressões sobre a gestão pública.
Por outro lado, a mencionada ação combinada implicou um igualmente inédito enfraquecimento do Estado. Antes de tudo, o Estado foi enfraquecido ela propria globalização do capitalismo, como tem sido intensamente reconhecido por uma extensa literatura (Zigmunt Bauman, Ulrich Beck, Manuel Castells, José Maria Gómez, David Held, Jurgen Habermas, Octavio Ianni, Boaventura de Sousa Santos). Depois, porque foi desorganizado por uma perspectiva reformadora que apostou muito mais no ajuste e na redução de seu tamanho do que em sua reorganização ou em sua radicalização democrática. Direta ou indiretamente, tudo o que é estatal foi diminuído: as organizações administrativas, as instituições políticas, os serviços públicos, o número de funcionários, as escolas e as universidades públicas, a "classe política", os partidos e o poder Legislativo. Tal operação só não chegou ao êxito completo porque afetou a essência da vida coletiva e esbarrou em suas próprias contradições. O preço pago, no entanto, foi alto.
(Marco Aurélio Nogueira. Um Estado para a Sociedade Civil)
Por outro lado, a mencionada ação combinada implicou um igualmente inédito enfraquecimento do Estado. Antes de tudo, o Estado foi enfraquecido ela propria globalização do capitalismo, como tem sido intensamente reconhecido por uma extensa literatura (Zigmunt Bauman, Ulrich Beck, Manuel Castells, José Maria Gómez, David Held, Jurgen Habermas, Octavio Ianni, Boaventura de Sousa Santos). Depois, porque foi desorganizado por uma perspectiva reformadora que apostou muito mais no ajuste e na redução de seu tamanho do que em sua reorganização ou em sua radicalização democrática. Direta ou indiretamente, tudo o que é estatal foi diminuído: as organizações administrativas, as instituições políticas, os serviços públicos, o número de funcionários, as escolas e as universidades públicas, a "classe política", os partidos e o poder Legislativo. Tal operação só não chegou ao êxito completo porque afetou a essência da vida coletiva e esbarrou em suas próprias contradições. O preço pago, no entanto, foi alto.
(Marco Aurélio Nogueira. Um Estado para a Sociedade Civil)
12/4/12
Sem fundo, com fundamento
"Este ensaio estaria, em si, fora de moda, já que é metanarrativa, em grande parte, perdida, bem a gosto de certa retórica sociológica que nunca sabe onde está, mas imagina poder dizer aos outros para aonde deveriam ir. Não tenho esta pretensão, até porque o conhecimento científico (ou que assim quer) desempenha-se melhor na negativa do que na afirmativa, no eco (não positivista) de Popper: toda teoria deve ser falsificada, nunca, porém, confirmada. Como toda teoria, no fundo, não tem fundo, não estranharia que este ensaio também não tenha. Ora, ora, isto é meu tema: como fundamentar sem fundo! De um lado, só vale o que se fundamenta. De outro, o fundo de um fundamento é o que menos o fundamenta, porque, a rigor, não existe. Estou falando de fundos peremptórios, inconcussos, definitivos. Há, contudo, outros fundos, mais macios, menos compactos, ou seja, provisórios, históricos, naturais. Vou discutir - muito preliminarmente - este desafio que hoje ronda nossas vidas por toda parte e alguns sociólogos já tangenciaram com grande elegância, em particular Bauman.
Pedro Demo - Fundamento sem fundo - ensaio sociológico/metodológico da relatividade das coisas
Pedro Demo - Fundamento sem fundo - ensaio sociológico/metodológico da relatividade das coisas
11/4/12
5/4/12
Lei e ordem
E,então, 'Itamar Franco' disse:
"De acordo com a vontade que ambos acabais de afirmar perante mim, de vos receberdes por marido e mulher, eu, em nome da lei, vos declaro casados."
Mas ele falou em nome da lei com ma felicidade e uma certeza que eu fiquei embasbacado, rapaz.
A lei, realmente, é um negócio de maluco...
E, o mais incrívl, é qu eo pessoal saiu do lugá onde o rapaz vestido com a faixa presidencial da Dilma falou aquelas abobrinhas achando, relamente, que estavam CASADOS.
E depois o pessoal me acusa de MALUCO.
SOCORRO!
"De acordo com a vontade que ambos acabais de afirmar perante mim, de vos receberdes por marido e mulher, eu, em nome da lei, vos declaro casados."
Mas ele falou em nome da lei com ma felicidade e uma certeza que eu fiquei embasbacado, rapaz.
A lei, realmente, é um negócio de maluco...
E, o mais incrívl, é qu eo pessoal saiu do lugá onde o rapaz vestido com a faixa presidencial da Dilma falou aquelas abobrinhas achando, relamente, que estavam CASADOS.
E depois o pessoal me acusa de MALUCO.
SOCORRO!
2/4/12
Aleluia
Óia, precisa de muita paciencia pa guentá as coisa.
Viva os escravo.
E a liberdade.
Tô até cansado...
E VIVA O ÁLCOOL!
Valeu Zumbi!
O grito forte dos Palmares
Que correu terras céus e mares
Influenciando a Abolição
Zumbi valeu
Hoje a Vila é Kizomba
É batuque, canto e dança
Jogo e Maracatu
Vem menininha pra dançar o Caxambu
Vem menininha pra dançar o Caxambu
Ô ô nega mina
Anastácia não se deixou escravizar
Ô ô Clementina
O pagode é o partido popular
Saaacerdote ergue a taça
Cooonvocaaando toda a massa
Nesse evento que com graça
Gente de todas as raças
Numa mesma emoção
Esta Kizomba é nossa constituição
Esta Kizomba é nossa constituição
Que magia
Reza ageum e Orixá
Tem a força da cultura
Tem a arte e a bravura
E um bom jogo de cintura
Faz valer seus ideais
E a beleza pura dos seus rituais
Vem a Lua de Luanda
Para iluminar a rua
Nossa sede é nossa sede
De que o Apartheid se destrua
Vem a Lua de Luanda
Para iluminar a rua
Nossa sede é nossa sede
De que o Apartheid se destrua
VALEU!
VALEU ZUMBI!
(martinho da vila - kizomba, festa da raça)
SOCORRO ZUMBI!
29/3/12
"O problema puxa o país pra baixo"
E o principal problema da burocracia é que ela recebe o salário no fim do mês.
27/3/12
A burocracia fede... e não respira II
"Você fala bom dia prum burocrata e ele fala: NÃO!"
(Doutor Chicão)
(Doutor Chicão)
3 neurônios
Este livro nasceu de um texto de Borges. Do riso que, com sua leitura, perturba todas as familiaridades do pensamento - do nosso: daquele que tem nossa idade e nossa geografia -, abalando todas as superfícies ordenadas e todos os planos que tornam sensatas para nós a profusão dos seres, fazendo vacilar e inquietando, por muito tempo, nossa prática milenar do Mesmo e do Outro. Esse texto cita "uma certa enciclopédia chinesa" onde será escrito que "os animais se dividem em: a) pertencentes ao imperados; b) embalsamados, c) domesticados, d) leitões, e) sereias, f) fabulosos, g) cães em liberdade, h) incluídos na presente classificação, i) que se agitam como loucos, j) inumeráveis, k) desenhados com pincel muito fino de pelo de camelo, l) et cétera, m) que acabam de quebrar a bilha, n) que de longe parecem moscas". No deslumbramento dessa taxinomia, o que de súbito atingimos, o que, graças ao apólogo nos é indicado como um encanto exótico de um outro pensamento, é o limite do nosso: a impossibilidade patente de pensar isso.
as palavras e as coisas, de michel foucault
as palavras e as coisas, de michel foucault
18/3/12
Brasília fede... e respira
(José Padilha) Vou dirigir o filme junto com o Gabriel O Pensador. Quem está escrevendo o roteiro é o Luiz Eduardo Soares. Provavelmente, o longa vai se chamar O Corruptólogo, uma referência ao fazedor de caixa dos partidos, o cara que entende tudo de financiamento eleitoral e fecha os acordos com os patrocinadores das campanhas. Quero estudar em minúcias por que um banco financia um político, e o que significa para um político ser financiamento por um banco. Trata-se, portanto, de um filme sobre o que constitui o poder no Brasil, a fim de que o público compreenda as verdadeiras regras de funcionamento do Congresso e do Executivo.
(Fernando Meirelles) Já a minha idéia é mais simples, muito mais ingênua que a do Padilha. Pretendo rodar um documentário na linha ‘O Congresso para principiantes’. Não vou fazer denúncias. Vou explicar o que é o Legislativo, mostrar para que serve, como funciona. A gente fala mal de deputado, fala mal de senador, mas ninguém sabe como é que os partidos se organizam, o que podem e o que não podem fazer. Imagine se a TV pública do Lula explicando o que é o Congresso. Meu filme será quase isso.
(Perguntador) Como assim? Um filme chapa branca?
(Meirelles) Olha, se eu começar a falar muito, acabo não conseguindo nem entrar no Congresso. Então, prefiro ficar quieto, para não fechar as portas…
(Padilha) Já me disseram que o Fernando é o homem-bomba (risos).
(Meirelles) Olha quem fala…é um projeto de longo prazo, só vou rodar o filme nas horas vagas, nos fins de semana.
(Padilha)Se você for para Brasília nos fins de semana, não vai ter deputado lá, cara. Esse filme é impossível (risos)
(Meirelles) Mas pode ficar bonito… Aquela imagem de tudo vazio…
(Padilha) Já entendi, é um filme de arquitetura! O Fernando vai chegar lá em Brasília e perguntar: “como funciona o Congresso?”; Aí a câmara vai mostrar aquele vazio..
(Meirelles) Exatamente! Está vendo como o filme é bom? Não preciso falar nada, só mostrar.
Fonte: época, 2008.
(Fernando Meirelles) Já a minha idéia é mais simples, muito mais ingênua que a do Padilha. Pretendo rodar um documentário na linha ‘O Congresso para principiantes’. Não vou fazer denúncias. Vou explicar o que é o Legislativo, mostrar para que serve, como funciona. A gente fala mal de deputado, fala mal de senador, mas ninguém sabe como é que os partidos se organizam, o que podem e o que não podem fazer. Imagine se a TV pública do Lula explicando o que é o Congresso. Meu filme será quase isso.
(Perguntador) Como assim? Um filme chapa branca?
(Meirelles) Olha, se eu começar a falar muito, acabo não conseguindo nem entrar no Congresso. Então, prefiro ficar quieto, para não fechar as portas…
(Padilha) Já me disseram que o Fernando é o homem-bomba (risos).
(Meirelles) Olha quem fala…é um projeto de longo prazo, só vou rodar o filme nas horas vagas, nos fins de semana.
(Padilha)Se você for para Brasília nos fins de semana, não vai ter deputado lá, cara. Esse filme é impossível (risos)
(Meirelles) Mas pode ficar bonito… Aquela imagem de tudo vazio…
(Padilha) Já entendi, é um filme de arquitetura! O Fernando vai chegar lá em Brasília e perguntar: “como funciona o Congresso?”; Aí a câmara vai mostrar aquele vazio..
(Meirelles) Exatamente! Está vendo como o filme é bom? Não preciso falar nada, só mostrar.
Fonte: época, 2008.
14/3/12
13/3/12
Esclarecimento
Eu tô te explicando
Prá te confundir
Eu tô te confundindo
Prá te esclarecer
Tô iluminado
Prá poder cegar
Tô ficando cego
Prá poder guiar
tô - tom zé
8/3/12
P@#%/c* do positivismo
"Entre as várias razões que estimularam a recepção de Gramsci no Brasil a partir dos anos 60, uma das mais importantes foi sem dúvida o desejo de levantar a chapa de chumbo do positivismo, que pesava com várias toneladas não só sobre a cultura "republicana" brasileira desde o fim do século 19, mas também sobre a cultura política da esquerda marxista.
Mais conjunturalmente, se tratava de encontrar pontos de apoio político-filosóficos para resistir à onda de marxo-positivismo estruturalista promovida por Althusser e seus discípulos, que vinha tendo grande impacto na França e no Brasil. É nesse contexto que vários pensadores marxistas brasileiros -- entre os quais Carlos Nelson Coutinho tem um papel pioneiro -- vão começar a introduzir o pensamento de Gramsci no Brasil, traduzindo suas obras e utilizando seus conceit os para interpretar a realidade brasileira.
A obra de Antonio Gramsci representa, com efeito, uma das tentativas mais radicais de libertar o marxismo da herança cientificista e positivista que predominou na versão "ortodoxa", tanto da Segunda Internacional (Plekhanov, Kautsky) como da Terceira (Bukharin, Stalin).
(...)Polemizando contra o historicismo, Louis Althusser insistia que Marx era "um homem de ciência como os outros", comparável, em seu terreno, a Lavoisier ou Galileu. Sem o dizer de forma explícita, ele se opunha diretamente a uma tese de Gramsci, que escrevia: "Graziadei [...] coloca Marx como unidade em uma série de grandes cientistas. Erro fundamental: nenhum dos outros produziu uma concepção original e integral do mundo". Essa visão do mundo, a filosofia da práxis, não pode ser decomposta em uma ciência positiva de um lado e uma ética do outro: ela supera, em uma síntese dialética, a oposição tradicional entre "fatos" e "valores", ser e dever-ser, conhecimento e ação, teoria e prática.
Na sua tentativa de reconstrução do marxismo e do comunismo, Gramsci submete a uma crítica radical a doutrina predominante na Terceira Internacional, que tem uma de suas manifestações mais intel igentes no livro de Nikolai Bukharin sobre o materialismo histórico, o Manual Popular de Sociologia Marxista (1922). Trata-se, para o autor dos Cadernos, de uma obra totalmente prisioneira de um conceito de ciência copiado das ciências naturais -- segundo o princípio fixado pelo positivismo de que estas são a única forma possível de ciência. O resultado é que a compreensão de Bukharin da história não é dialética, mas inspirada por um "chato e vulgar evolucionismo" que pretende fazer "previsões científicas" análogas às que buscam as "ciências exatas".
É interessante observar que alguns anos antes Georg Lukács havia criticado o manual de Bukharin em termos bastante semelhantes na revista Archiv für die Geschichte des Sozialismus und der Arbeiterbewegung (1925). É muito pouco provável que Gramsci tivesse lido esse ensaio: simplesmente os dois partilhavam uma mesma orientação filosófica, historicista/dialética, humanista revolucionária e antipositivista, da qual participavam também outros pensadores marxistas como Karl Korsch ou -- desconhecido na Europa -- o peruano José Carlos Mariátegui.
Gramsci praticamente não conhecia os trabalhos de Lukács; e este último só descobriu o marxista italiano a partir dos anos 60. Mas, numa entrevista de julho de 1971 -- pouco antes de sua morte -- para a revista inglesa New Left Review, o filósofo húngaro reconhece que ele, Karl Korsch e Antonio Gramsci haviam tentado lutar, cada um à sua maneira, contra o positivismo e o mecanicismo que o movimento comunista havia herdado da Segunda Internacional. Lukács acrescenta o seguinte comentário retrospectivo: "Gramsci era o melhor entre nós"."
Trechos do texto: "O pensador heterodoxo", de Michael Löwy
Mais conjunturalmente, se tratava de encontrar pontos de apoio político-filosóficos para resistir à onda de marxo-positivismo estruturalista promovida por Althusser e seus discípulos, que vinha tendo grande impacto na França e no Brasil. É nesse contexto que vários pensadores marxistas brasileiros -- entre os quais Carlos Nelson Coutinho tem um papel pioneiro -- vão começar a introduzir o pensamento de Gramsci no Brasil, traduzindo suas obras e utilizando seus conceit os para interpretar a realidade brasileira.
A obra de Antonio Gramsci representa, com efeito, uma das tentativas mais radicais de libertar o marxismo da herança cientificista e positivista que predominou na versão "ortodoxa", tanto da Segunda Internacional (Plekhanov, Kautsky) como da Terceira (Bukharin, Stalin).
(...)Polemizando contra o historicismo, Louis Althusser insistia que Marx era "um homem de ciência como os outros", comparável, em seu terreno, a Lavoisier ou Galileu. Sem o dizer de forma explícita, ele se opunha diretamente a uma tese de Gramsci, que escrevia: "Graziadei [...] coloca Marx como unidade em uma série de grandes cientistas. Erro fundamental: nenhum dos outros produziu uma concepção original e integral do mundo". Essa visão do mundo, a filosofia da práxis, não pode ser decomposta em uma ciência positiva de um lado e uma ética do outro: ela supera, em uma síntese dialética, a oposição tradicional entre "fatos" e "valores", ser e dever-ser, conhecimento e ação, teoria e prática.
Na sua tentativa de reconstrução do marxismo e do comunismo, Gramsci submete a uma crítica radical a doutrina predominante na Terceira Internacional, que tem uma de suas manifestações mais intel igentes no livro de Nikolai Bukharin sobre o materialismo histórico, o Manual Popular de Sociologia Marxista (1922). Trata-se, para o autor dos Cadernos, de uma obra totalmente prisioneira de um conceito de ciência copiado das ciências naturais -- segundo o princípio fixado pelo positivismo de que estas são a única forma possível de ciência. O resultado é que a compreensão de Bukharin da história não é dialética, mas inspirada por um "chato e vulgar evolucionismo" que pretende fazer "previsões científicas" análogas às que buscam as "ciências exatas".
É interessante observar que alguns anos antes Georg Lukács havia criticado o manual de Bukharin em termos bastante semelhantes na revista Archiv für die Geschichte des Sozialismus und der Arbeiterbewegung (1925). É muito pouco provável que Gramsci tivesse lido esse ensaio: simplesmente os dois partilhavam uma mesma orientação filosófica, historicista/dialética, humanista revolucionária e antipositivista, da qual participavam também outros pensadores marxistas como Karl Korsch ou -- desconhecido na Europa -- o peruano José Carlos Mariátegui.
Gramsci praticamente não conhecia os trabalhos de Lukács; e este último só descobriu o marxista italiano a partir dos anos 60. Mas, numa entrevista de julho de 1971 -- pouco antes de sua morte -- para a revista inglesa New Left Review, o filósofo húngaro reconhece que ele, Karl Korsch e Antonio Gramsci haviam tentado lutar, cada um à sua maneira, contra o positivismo e o mecanicismo que o movimento comunista havia herdado da Segunda Internacional. Lukács acrescenta o seguinte comentário retrospectivo: "Gramsci era o melhor entre nós"."
Trechos do texto: "O pensador heterodoxo", de Michael Löwy
Ideologia e filosofia
"Com efeito, ao mostrar que filosofia é também uma ideologia, Gramsci define esta última como ‘unidade de fé entre uma concepção do mundo e uma norma de conduta adequada a ela [...]. É por isso, portanto, que não se pode separar a filosofia da política; ao contrário, pode-se demonstrar que a escolha e a crítica de uma concepção do mundo são, também elas, fatos políticos’ (Cadernos do cárcere, v. 1). No mesmo sentido, Lukács define a ideologia como algo que transcende o nível epistemológico e se liga diretamente à ação prática."
Carlos Nelson Coutinho, De Rousseau a Gramsci - ensaios de teoria política.
Carlos Nelson Coutinho, De Rousseau a Gramsci - ensaios de teoria política.
1/3/12
Duelo garantido
Após a confirmação de que Rugens Garrichelllo correrá a próxima temporada de fórmula indy, o piloto Michael Schumacher divulgou em sua página na internet que também vai disputar a temporada 2012 da Indy, mas só que pela Chip Ganassi, atual campeã da categoria.
Vejam o comunicado oficial do piloto alemão:
"Estou muito feliz com essa possibilidade, e muito feliz também pelo Rugens. Infelizmente não serei companheiro dele esse ano, mas se ele provar o que sabe ano que vem tem grnades chances de ser nosso piloto número dois lá na Ganassi. Torço muito para que sejamos novamente companheiros de equipe e só guardo boas recordações daquela época. Não sei porque mas foi um momento de muita sorte pra mim. Posso dizer que era até inexplicável! Gosto muito do Rugens e o fato dele ter vindo pra Indy e deixado a F-1 foi decisivo para que eu também viesse."
O presidente do Váixsco da Gama, Roberto Dinamite, disse que ficou muito feliz com a notícia da contratação de Shummy pela Chipi Ganassi e que isso valorizará ainda mais a marca do Váixsco, que patrocina Ruguinho.
Já Rugens não foi encontrado por nossa reportagem para comentar o assunto.
Ainda sobre a próxima temporada da Indy, o piloto japonês Takuma Sato, que também correrá esse ano, declarou que está muito triste com a contratação de Rugens pela KVR. Além de ocupar a vaga de Sato, que por isso teve de mudar para a Rahal Racing, Rugens acabou com as possibilidades de Satoru Nakajima partipar da Indy em 2012.
Ocorre que quando começaram os rumores sobre os possíveis piltos da Indy em 2012, ainda no fim do ano passado, as seguradoras estadunidenses se reuniram e afirmaram que caso Satoru Nakajima e Rugens Garrichellllllo disputassem a Indy ao mesmo tempo elas seriam obrigadas a entrar na justiça sob o argumento de que seria alterado o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos de seguro dos carros da categoria.
Apesar disso, Sato ainda espera que Nakajima possa correr ao menos a prova da China. O fato do circuito chines não ser oval aumenta as possibilidades de Nakajima.
Takuma Sato é presidente do sindicato dos pilotos japoneses.
Vejam o comunicado oficial do piloto alemão:
"Estou muito feliz com essa possibilidade, e muito feliz também pelo Rugens. Infelizmente não serei companheiro dele esse ano, mas se ele provar o que sabe ano que vem tem grnades chances de ser nosso piloto número dois lá na Ganassi. Torço muito para que sejamos novamente companheiros de equipe e só guardo boas recordações daquela época. Não sei porque mas foi um momento de muita sorte pra mim. Posso dizer que era até inexplicável! Gosto muito do Rugens e o fato dele ter vindo pra Indy e deixado a F-1 foi decisivo para que eu também viesse."
O presidente do Váixsco da Gama, Roberto Dinamite, disse que ficou muito feliz com a notícia da contratação de Shummy pela Chipi Ganassi e que isso valorizará ainda mais a marca do Váixsco, que patrocina Ruguinho.
Já Rugens não foi encontrado por nossa reportagem para comentar o assunto.
Ainda sobre a próxima temporada da Indy, o piloto japonês Takuma Sato, que também correrá esse ano, declarou que está muito triste com a contratação de Rugens pela KVR. Além de ocupar a vaga de Sato, que por isso teve de mudar para a Rahal Racing, Rugens acabou com as possibilidades de Satoru Nakajima partipar da Indy em 2012.
Ocorre que quando começaram os rumores sobre os possíveis piltos da Indy em 2012, ainda no fim do ano passado, as seguradoras estadunidenses se reuniram e afirmaram que caso Satoru Nakajima e Rugens Garrichellllllo disputassem a Indy ao mesmo tempo elas seriam obrigadas a entrar na justiça sob o argumento de que seria alterado o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos de seguro dos carros da categoria.
Apesar disso, Sato ainda espera que Nakajima possa correr ao menos a prova da China. O fato do circuito chines não ser oval aumenta as possibilidades de Nakajima.
Takuma Sato é presidente do sindicato dos pilotos japoneses.
28/2/12
Democracy
“(...) na democracia, cada cidadão comum é de fato um rei – mas um rei numa democracia constitucional, um monarca que decide apenas formalmente, cuja função é apenas assinar as medidas propostas pelo governo executivo.
É por isso que o problema dos rituais democráticos é semelhante ao grande problema da monarquia constitucional: como proteger a dignidade do rei?
Como manter a aparência de que o rei toma as decisões, quando todos sabemos que isso não é verdade?
Trotsky estava certo então em sua crítica básica à democracia parlamentar: não é que ela dê poder demais às massas não instruídas, mas que, paradoxalmente, apassive as massas, deixando a iniciativa para o aparelho do poder estatal (ao contrário dos ‘sovietes’, em que as classes trabalhadoras se mobilizam e exercem o poder diretamente).
Por conseguinte, o que chamamos de ‘crise da democracia’ não ocorre quando os indivíduos deixam de acreditar em seu poder, mas, ao contrário, quando deixam de confiar nas elites, que supostamente sabem por eles e fornecem as diretrizes, quando vivenciam a angústia que acompanha o reconhecimento de que ‘o (verdadeiro) trono está vazio’, de que a decisão agora é realmente deles.
É por isso que, nas ‘eleições livres’, há sempre um aspecto mínimo de boa educação: os que estão no poder fingem educadamente que não detêm de fato o poder e nos pedem para decidir livremente se queremos lhes dar o poder – num modo que imita a lógica do gesto feito para ser recusado.”
(Trecho do livro "Primeiro como tragédia, depois como farsa", de Slavoj Sapoj, Boitempo, 2011)
É por isso que o problema dos rituais democráticos é semelhante ao grande problema da monarquia constitucional: como proteger a dignidade do rei?
Como manter a aparência de que o rei toma as decisões, quando todos sabemos que isso não é verdade?
Trotsky estava certo então em sua crítica básica à democracia parlamentar: não é que ela dê poder demais às massas não instruídas, mas que, paradoxalmente, apassive as massas, deixando a iniciativa para o aparelho do poder estatal (ao contrário dos ‘sovietes’, em que as classes trabalhadoras se mobilizam e exercem o poder diretamente).
Por conseguinte, o que chamamos de ‘crise da democracia’ não ocorre quando os indivíduos deixam de acreditar em seu poder, mas, ao contrário, quando deixam de confiar nas elites, que supostamente sabem por eles e fornecem as diretrizes, quando vivenciam a angústia que acompanha o reconhecimento de que ‘o (verdadeiro) trono está vazio’, de que a decisão agora é realmente deles.
É por isso que, nas ‘eleições livres’, há sempre um aspecto mínimo de boa educação: os que estão no poder fingem educadamente que não detêm de fato o poder e nos pedem para decidir livremente se queremos lhes dar o poder – num modo que imita a lógica do gesto feito para ser recusado.”
(Trecho do livro "Primeiro como tragédia, depois como farsa", de Slavoj Sapoj, Boitempo, 2011)
27/2/12
Rugens no Vasco
E o piloto Rugens Garrichello confirmou que fechou com o Vasco para a próxima temporada da fórmula 1.
A notícia deixou a torcida do Vascão alucinada com a possibilidade de que Rugens reviva os duelos importantes do futebol com a camisa do Vascão na fórmula 1.
Manoel Joaquim, lider do Segundo Comando da Torcida Força Jovem, do Vasco (claro), disse que espera que Ruguinho honre o manto vascaíno, em especial nos duelos contra Michael Schumacher.
A FIA já informou que Ruguinho correrá com o número 2 sob a cruz de malta.
A notícia deixou a torcida do Vascão alucinada com a possibilidade de que Rugens reviva os duelos importantes do futebol com a camisa do Vascão na fórmula 1.
Manoel Joaquim, lider do Segundo Comando da Torcida Força Jovem, do Vasco (claro), disse que espera que Ruguinho honre o manto vascaíno, em especial nos duelos contra Michael Schumacher.
A FIA já informou que Ruguinho correrá com o número 2 sob a cruz de malta.
12/2/12
4/2/12
¡Viva Chile!
Salvador Allende, Lautaro, Caupolicán, Colo Colo, Pedro de Valdívia, Augusto Pinochet, Guerra del Pacífico, Pablo Neruda, Gabriela Mistral, Violeta Parra, Victor Jara, Roberto Matta, Los estudiantes, The Clinique, Valparaiso, La Piedra Feliz, Les Assassins, Liguria, Escudo, Cristal
Kuntsman, Guayacán, Museo Historico Nacional, Cerro Santa Lucia, Mercado Central, El metro, Colo-Colo, La U, Universidad Catolica, Cobreloa, Santiago Wanderers, y mucho más como los andes, atacama, patagonia, la isla de pascua, lagos y volcones.
Por eso hay que volver.
¡Viva Chile!
Kuntsman, Guayacán, Museo Historico Nacional, Cerro Santa Lucia, Mercado Central, El metro, Colo-Colo, La U, Universidad Catolica, Cobreloa, Santiago Wanderers, y mucho más como los andes, atacama, patagonia, la isla de pascua, lagos y volcones.
Por eso hay que volver.
¡Viva Chile!
10/1/12
5/1/12
Selección vino blanco
Creo que Chile tienes que jugar más con la remera blanca.
Si, es que los vinos savignon blanc de la región de valparaiso son increibles.
¡Prueba-los!
Si, es que los vinos savignon blanc de la región de valparaiso son increibles.
¡Prueba-los!
2/1/12
1/1/12
Niño feliz
¿¿¿¿¿¿¿¿¿¿¿¿¿¿¿¿?????????????
¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡!!!!!!!!!!!!!!!
¡¡¡¡¡¡¡VIVA ESPAÑÑÑÑÑÑÑÑÑÑÑÑÑÑÑA!!!!!!!!!!!!!
¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡¡!!!!!!!!!!!!!!!
¡¡¡¡¡¡¡VIVA ESPAÑÑÑÑÑÑÑÑÑÑÑÑÑÑÑA!!!!!!!!!!!!!
24/12/11
23/12/11
Amizade
(Fêicibuquio) Raposa Preguiçosa quer ser sua amiga no Fêicibuquio
(Lampião) HUAHUAHUAHUAHUAHUHUAHUAHUAHUAHUHUAHAHAHUHAHAHUAHU
(Doutor Marmota) Bicho, somos normais.
(Lampião) HUAHUAHUAHUAHUAHUHUAHUAHUAHUAHUHUAHAHAHUHAHAHUAHU
(Doutor Marmota) Bicho, somos normais.
22/12/11
20/12/11
Missao
"Siqueira escrevera no trapo do pavilhao roto um recado para a noiva. Lembrança que lhe deixava. No seu, Carpenter deixara uma frase para seus pais. O civil estava na praia, nada tinha com aquilo. Era Otavio Correia, um gaucho passeando no Rio. Os dezessete homens marcham, ele lhes pergunta:
- Aonde vao?
- Vamos para a morte.
- E por que?
- Para ajudar a salvar o Brasil.
- Entao tambem vou.
Dao-lhe um fuzil. Ele marcha tambem. Agora sao dezoito. Nao, amiga, agora sao milhares, sao milhoes, porque agora a massa de povo se uniu nesse civil aos soldados."
(O Cavaleiro da Esperança. Jorge Amado)
Obs.: Gracias, Navalha.
- Aonde vao?
- Vamos para a morte.
- E por que?
- Para ajudar a salvar o Brasil.
- Entao tambem vou.
Dao-lhe um fuzil. Ele marcha tambem. Agora sao dezoito. Nao, amiga, agora sao milhares, sao milhoes, porque agora a massa de povo se uniu nesse civil aos soldados."
(O Cavaleiro da Esperança. Jorge Amado)
Obs.: Gracias, Navalha.
18/12/11
Brasil
La invai uma tentativa de formar uma seleçao "brasileira" pra enfrenta os catalaes.
Julio Cesar; Maicon, Tiago Silva, Dede, Marcelo;
Yaya Toure, Hernanes, Ganso e Lucas;
Neymar e Van Persie.
Julio Cesar; Maicon, Tiago Silva, Dede, Marcelo;
Yaya Toure, Hernanes, Ganso e Lucas;
Neymar e Van Persie.
17/12/11
Valeu, Angelim.
16/12/11
Marco sem logica
"La exigencia del diseño del proyecto conforme al metodo del marco logico tampoco ayuda suficientemente a acompañar "processos" que, por su propria naturaleza, son abierto, sujectos a un margen importante de incertidumbre y que exigen una extraordinaria flexibilidad adaptativa para poder producir resultados"
(Joan Prats i Català. De la burocracia al management, del management a la governanza. INAP, Madrid, 2005)
(Joan Prats i Català. De la burocracia al management, del management a la governanza. INAP, Madrid, 2005)
Peso pesado
"Na faculdade a gente não disputava as mulheres em quantidade. A gente disputava em tonelada."
(Doutor Minotauro Italiano)
(Doutor Minotauro Italiano)
10/12/11
Eu sou técnico

Ô fii, corre pra livraria!
A obra apresenta documentos inéditos de lavagem de dinheiro e pagamento de propina, todos recolhidos em fontes públicas. Apesar de José Serra ser o personagem principal da história, tem uma parte muito interessante sobre o Ricardo Teixeira, meu presidente (é que eu sou técnico).
Veja os comentários do Azenha sobre o livro, em especial sobre a bomba que vai estourar no colo do Ricardo Teixeira.
E uma entrevista com o autor.
Atenciosamente,
Doutor Marmota
Coordenador-Geral de Logística.
7/12/11
4/12/11
Doutor Sócrates
Um cabra espetacular.
Eu zombo dessa coisa de doutor e tals. Tenho minhas razões. Agora, quando essa palavra serve pra distinguir algo muito nobre, então ela encontra razão de ser um pronome de tratamento para o Doutor Sócrates.
Por todos os cantos onde passou, especialmente no seu timão, no meu Mengão e na seleção o Doutor sempre foi um agente e porta voz do futebol arte, além de nunca ter se curvoado às babaquices e injustiças desse planeta.
Obrigado, Doutor.
Eu zombo dessa coisa de doutor e tals. Tenho minhas razões. Agora, quando essa palavra serve pra distinguir algo muito nobre, então ela encontra razão de ser um pronome de tratamento para o Doutor Sócrates.
Por todos os cantos onde passou, especialmente no seu timão, no meu Mengão e na seleção o Doutor sempre foi um agente e porta voz do futebol arte, além de nunca ter se curvoado às babaquices e injustiças desse planeta.
Obrigado, Doutor.
1/12/11
Prêmio Jabuti 2011
Pirlimpimpim, o mago da criação, declarou publicamente que é vascaíno após a divulgação do prêmio jabuti de 2011.
Ns solenidade, o poeta, crítico e cronista Ferreira Gular foi o grande vencedor da noite com a obra "Em alguma parte alguma". Gular venceu nas categorias ficção e poesia.
Indignado com o resultado, Pirlimpimpim culpou a nova metodologia que contabiliza aspectos que não estavam previstos anteriormente, tais como a utilidade da obra.
O autor também reclamou dos jurados que, segundo ele, "não avaliaram corretamente o trabalho, especialmente nos quesitos adequação visual com o conteúdo da obra e qualidade estética da capa".
O mago, que ficou em segundo na categoria ficção, concorreu com a obra Indicare e Mensurare: compêndio para produção de fluxogramas, calendários e reuniões a partir de uma abordagem multissetorial.
Laurentino Gomes também venceu o Jabuti na categoria não-ficção com o livro-reportagem “1822”.
Ns solenidade, o poeta, crítico e cronista Ferreira Gular foi o grande vencedor da noite com a obra "Em alguma parte alguma". Gular venceu nas categorias ficção e poesia.
Indignado com o resultado, Pirlimpimpim culpou a nova metodologia que contabiliza aspectos que não estavam previstos anteriormente, tais como a utilidade da obra.
O autor também reclamou dos jurados que, segundo ele, "não avaliaram corretamente o trabalho, especialmente nos quesitos adequação visual com o conteúdo da obra e qualidade estética da capa".
O mago, que ficou em segundo na categoria ficção, concorreu com a obra Indicare e Mensurare: compêndio para produção de fluxogramas, calendários e reuniões a partir de uma abordagem multissetorial.
Laurentino Gomes também venceu o Jabuti na categoria não-ficção com o livro-reportagem “1822”.
30/11/11
Ladrilheiro, 30.
"E agora um torcedor invadiu o gramado, com todo o cerco da polícia, está lá dentro do campo… com a camisa do Flamengo amarrada no pescoço, correndo dentro de campo.”
Essa foi a informação do repórter da TV Globo, que transmitia a final do campeonato carioca de 1981. A história é conhecida de todos: vencíamos o Vasco por 2 a 0 e Ticão descontou. Quando se cogitava uma improvável reação cruzmaltina, um torcedor rubro-negro invadiu o gramado até ser agredido primeiro por Roberto, depois por Ivan, até Nunes sair em sua defesa.
Era Roberto Passos Pereira. Brasileiro, ladrilheiro, rubro-negro. Um de nós.
Errou o televisivo ao reportar “com a camisa amarrada no pescoço, correndo dentro de campo”. Roberto Passos Pereira, que logo seria chamado apenas de Ladrilheiro, estava com os braços erguidos, camisa do Flamengo aberta e tremulando sobre a cabeça, como uma bandeira. E dizer que corria é exagero. O Ladrilheiro desfilava pelo gramado como se houvesse crescido ali, no terreiro do Galo de Quintino.
Era Roberto Passos Pereira. Brasileiro, ladrilheiro, rubro-negro. Um de nós.
Há que se recordar que, naquele instante, não tínhamos a dimensão do personagem. Sabíamos do míssil de Adílio e da cesta do meio da quadra de Nunes. Sabíamos que aquela era a última partida do Flamengo sem ostentar o título de campeão mundial de futebol. Mas não sabíamos quem era aquele doido que dava uma volta olímpica solitária, com uma surrada camisa de pano vermelho e preto nas mãos.
Era Roberto Passos Pereira. Brasileiro, ladrilheiro, rubro-negro. Um de nós.
Foi cercado por jogadores vices e vascaínos, protegido por jogadores campeões e rubro-negros, conduzido sob vara pela polícia até ser libertado. A multidão o ovacionava com gritos incertos, regida pelo herói anônimo de quem não se sabia o nome, a nacionalidade, a profissão e a crença.
Era Roberto Passos Pereira. Brasileiro, ladrilheiro, rubro-negro. Um de nós.
Pode-se contar a história daquele fim de tarde de 6 de dezembro de 1981 de várias formas. Os vascaínos lamentavam em delírio surreal que venceriam o jogo. Os idiotas da objetividade condenavam a invasão, balançando as cabeças vazias e repetindo palavras como “lamentável” e “desagradável”. Mas o povo apenas cantava, porque é um povo que sabe que é preciso cantar. O povo flamengo cantava, e se soubesse quem era aquele sujeito tão magro e surrado quanto feliz, cantaria, olhando para o gramado, se esse campo fosse meu eu mandava ladrilhar com pedras de brilhante para o campeão do mundo jogar.
Era Roberto Passos Pereira. Brasileiro, ladrilheiro, rubro-negro. Um de nós.
Obrigado, Ladrilheiro.
Neste dezembro o evento completa 30 anos...
Fonte: Urublog.
Obs.: (quinem no bróguio do G^odóio) IMPAGÁVEL a entrevista do ladrilheiro 15 anos após o fato. Relatos da festa depois do título, da agressão de vascaínos, do desabamento da sua casa e da ajuda do Zicão. E ainda tem um final fantástico.
Essa foi a informação do repórter da TV Globo, que transmitia a final do campeonato carioca de 1981. A história é conhecida de todos: vencíamos o Vasco por 2 a 0 e Ticão descontou. Quando se cogitava uma improvável reação cruzmaltina, um torcedor rubro-negro invadiu o gramado até ser agredido primeiro por Roberto, depois por Ivan, até Nunes sair em sua defesa.
Era Roberto Passos Pereira. Brasileiro, ladrilheiro, rubro-negro. Um de nós.
Errou o televisivo ao reportar “com a camisa amarrada no pescoço, correndo dentro de campo”. Roberto Passos Pereira, que logo seria chamado apenas de Ladrilheiro, estava com os braços erguidos, camisa do Flamengo aberta e tremulando sobre a cabeça, como uma bandeira. E dizer que corria é exagero. O Ladrilheiro desfilava pelo gramado como se houvesse crescido ali, no terreiro do Galo de Quintino.
Era Roberto Passos Pereira. Brasileiro, ladrilheiro, rubro-negro. Um de nós.
Há que se recordar que, naquele instante, não tínhamos a dimensão do personagem. Sabíamos do míssil de Adílio e da cesta do meio da quadra de Nunes. Sabíamos que aquela era a última partida do Flamengo sem ostentar o título de campeão mundial de futebol. Mas não sabíamos quem era aquele doido que dava uma volta olímpica solitária, com uma surrada camisa de pano vermelho e preto nas mãos.
Era Roberto Passos Pereira. Brasileiro, ladrilheiro, rubro-negro. Um de nós.
Foi cercado por jogadores vices e vascaínos, protegido por jogadores campeões e rubro-negros, conduzido sob vara pela polícia até ser libertado. A multidão o ovacionava com gritos incertos, regida pelo herói anônimo de quem não se sabia o nome, a nacionalidade, a profissão e a crença.
Era Roberto Passos Pereira. Brasileiro, ladrilheiro, rubro-negro. Um de nós.
Pode-se contar a história daquele fim de tarde de 6 de dezembro de 1981 de várias formas. Os vascaínos lamentavam em delírio surreal que venceriam o jogo. Os idiotas da objetividade condenavam a invasão, balançando as cabeças vazias e repetindo palavras como “lamentável” e “desagradável”. Mas o povo apenas cantava, porque é um povo que sabe que é preciso cantar. O povo flamengo cantava, e se soubesse quem era aquele sujeito tão magro e surrado quanto feliz, cantaria, olhando para o gramado, se esse campo fosse meu eu mandava ladrilhar com pedras de brilhante para o campeão do mundo jogar.
Era Roberto Passos Pereira. Brasileiro, ladrilheiro, rubro-negro. Um de nós.
Obrigado, Ladrilheiro.
Neste dezembro o evento completa 30 anos...
Fonte: Urublog.
Obs.: (quinem no bróguio do G^odóio) IMPAGÁVEL a entrevista do ladrilheiro 15 anos após o fato. Relatos da festa depois do título, da agressão de vascaínos, do desabamento da sua casa e da ajuda do Zicão. E ainda tem um final fantástico.
29/11/11
Acórdão-se
Recomenda-se ao visitante o músico Cícero.
No sítio do rapaz dá pa baxá as músicas do disco Canções de Apartamento.
Segue o clipe da música de não-trabalho:
No sítio do rapaz dá pa baxá as músicas do disco Canções de Apartamento.
Segue o clipe da música de não-trabalho:
22/11/11
Alguém falou bardhal aí?
Falando em coisa errada segue reflexão sobre as esquerdas, a crise e a transformação do mundo.
Como diz um amigo meu, a esquerda tá quinem a muié-barata.
Muié-barata é aquela que sai de dupra a noite. Ela se transforma em barata quando, de repente, a amiga pega um cabra. Aí a que sobrô fica quinem uma barata tonta. Qualqué um que chega com qualquer papo leva.
Segue plus do auteur, que precisa estudar um pouco mais sobre a esquerda brasileira...
Como diz um amigo meu, a esquerda tá quinem a muié-barata.
Muié-barata é aquela que sai de dupra a noite. Ela se transforma em barata quando, de repente, a amiga pega um cabra. Aí a que sobrô fica quinem uma barata tonta. Qualqué um que chega com qualquer papo leva.
Segue plus do auteur, que precisa estudar um pouco mais sobre a esquerda brasileira...
Sintoma
Faz de conta que oce tabaia na dirección de planificación do seu país.
E aí tem uma pesquisa com as pessoas pra saber das expectativas com relação ao trabaio.
Aí, o rapaz que faz entrevista te pergunta qual a sua motivação para estar ali.
Ao que você responde: pra transformar o meu país.
Aí, o rapaz que anota as coisa no caderno (e que já entrevistou 30 dos seus colegas) faz uma cara de espanto e surpresa com a sua resposta.
Aí, cumpade, só pode ter alguma coisa muito errada acontecendo.
E aí tem uma pesquisa com as pessoas pra saber das expectativas com relação ao trabaio.
Aí, o rapaz que faz entrevista te pergunta qual a sua motivação para estar ali.
Ao que você responde: pra transformar o meu país.
Aí, o rapaz que anota as coisa no caderno (e que já entrevistou 30 dos seus colegas) faz uma cara de espanto e surpresa com a sua resposta.
Aí, cumpade, só pode ter alguma coisa muito errada acontecendo.
21/11/11
Desabafodavida
Esse tal de internet é um fenomeno.
Segue link pra um dos melhores canais do youtubo.
A produtora, revoltada com a opinião pública e a falta de capacidade crítica do Planeta, manda altos recados para os idiotas e os quadrados.
Desaba foda vida.
Segue link pra um dos melhores canais do youtubo.
A produtora, revoltada com a opinião pública e a falta de capacidade crítica do Planeta, manda altos recados para os idiotas e os quadrados.
Desaba foda vida.
18/11/11
Sangre latino
Eduardo Galeano, Fernando Trueba, Chico Buarque, Milton Hatoum, e uns lá que eu nunca vi. E outros muito bons.
Magnífico!
E tudo mediado pelo excelente Nepomuceno.
Tá que tem os lixos tipo FFHH e Jorge Castañeda, mas mesmo eles têm coisas boas a dizer.
Aqui tem uns vídeos.
No youtube tem mais.
Segue minhoca
Magnífico!
E tudo mediado pelo excelente Nepomuceno.
Tá que tem os lixos tipo FFHH e Jorge Castañeda, mas mesmo eles têm coisas boas a dizer.
Aqui tem uns vídeos.
No youtube tem mais.
Segue minhoca
16/11/11
9/11/11
A alma e o estômago
"Encerrei em 31 de outubro o mandato com que me honrou o ex-presidente Lula, para implantar a Empresa Brasil de Comunicação e presidi-la no primeiro quadriênio. Tenho orgulho de ter contribuído para dotar nossa democracia de uma instituição que lhe faltava, o sistema público de radiodifusão. Saí com as mãos limpas e a alma maior.
O custo foi alto, mas valeu a pena. Dirigentes, funcionários e apoiadores deixamos um legado importante, que a nova gestão, sob a liderança de Nelson Breve, irá fortalecer e ampliar. Ele não se restringe à TV Pública, hoje realidade nacional e internacional. Pode ser conferido no vídeo a seguir
Por esse legado, enfrentamos grandes adversidades e uma incompreensão brutal e macarthista. A renúncia teria me poupado, mas teria comprometido o projeto. Pensei nela quando ficou difícil comandar diretores que eu não escolhera. O ex-deputado Virgílio Guimarães me advertiu: “A MP não passará e você será a culpada”. Mais tarde, em outra crise, o conselho sensato foi do senador Tião Viana: “Votamos a lei confiando em você. Está nos anais. Renunciando, você ofende o Congresso”. Em 2009, consegui voar de Belém para Brasília no avião presidencial, pela única vez, para dizer a Lula que iria sair. “Não faça isso, você começou a obra, precisa terminar. Tire todo mundo que estiver atrapalhando”, disse ele. Prossegui.
Na última semana de seu governo, ele insistiu, como já fizera o ministro Franklin Martins, cujo apoio nunca me faltou, na importância de cumprir o mandato até o fim, fazendo valer a lei. Deve ter sido um erro, mas fiquei para concluir o mandato. Nunca desejei nem pleiteei mais quatro anos. Agora havia também o conflito com o Conselho Curador. Uma nova maioria substituira os conselheiros nomeados por Lula, formada por nomes oriundos de consulta pública e selecionados pelo Conselho. Para ela, o Conselho tem poder sobre tudo na EBC, e não a tarefa de zelar pelos princípios na programação, como diz a lei.
Reagi à ideia de uma diretoria subalterna, traduzida pela grosseria pública do conselheiro Aarão Reis: “Sua função é trabalhar, a minha é te controlar”. Tudo culminou com a ordem para tirar do ar os programas religiosos, em nome do Estado laico. O Conselho não é gestor da grade. Os programas constavam da grade anual. A TV Pública deve espelhar a sociedade, plural e diversa, não o Estado. Por fim, a Justiça concedeu liminares às igrejas e o Senado condenou a resolução, prometendo revogá-la por decreto legislativo. A diretoria refletira corretamente a sociedade.
Outros conflitos houvera. Tivemos que refazer o Plano de Trabalho 2011, nele incluindo informações orçamentárias, tema afeto ao Conselho de Administração. O modelo tecnológico do Operador de Rede foi questionado, os investimentos em rádio também. Em 25 de agosto, reiterei à presidente Dilma que, mesmo se quisesse, continuar seria submeter-me a uma destituição já anunciada por notas na imprensa. É só buscar no Google. Elas diziam que, se Dilma me reconduzisse, o Conselho aprovaria meu impeachment, ou seja, a destituição pelo voto de desconfiança, prevista na lei. O blog Poder Online em 9/9/2011 avisou: “O Conselho não nomeia mas demite”. Na véspera, eu participara de reunião com a presidente e os ministros da Secom e do Minicom. O tema era tevê digital.
Pensaram que era recondução.
Acelerei a transição com Nelson, que eu levara para a EBC e era o nome consensuado. Fizemos o balanço da gestão, mas o Conselho cancelou a audiência pública em que seria apresentado. Em ato no dia 27, fizemos o balanço e a despedida. Os resultados foram mostrados e aplaudidos. Mas fontes ocultas informaram, por alguns jornais, que perdi a disputa pela recondução. Que o governo me trocou por discordar da gestão. Correta, só a informação de que o Conselho não me queria. Mas não informava por quê. Há um dano moral nisso. Precisei revelar, em coletiva, o não apurado. Ao virar a página, espero que a diretoria agora possa trabalhar e que o Conselho retorne ao seu relevante papel institucional e legal."
Tereza Cruvinel
O custo foi alto, mas valeu a pena. Dirigentes, funcionários e apoiadores deixamos um legado importante, que a nova gestão, sob a liderança de Nelson Breve, irá fortalecer e ampliar. Ele não se restringe à TV Pública, hoje realidade nacional e internacional. Pode ser conferido no vídeo a seguir
Por esse legado, enfrentamos grandes adversidades e uma incompreensão brutal e macarthista. A renúncia teria me poupado, mas teria comprometido o projeto. Pensei nela quando ficou difícil comandar diretores que eu não escolhera. O ex-deputado Virgílio Guimarães me advertiu: “A MP não passará e você será a culpada”. Mais tarde, em outra crise, o conselho sensato foi do senador Tião Viana: “Votamos a lei confiando em você. Está nos anais. Renunciando, você ofende o Congresso”. Em 2009, consegui voar de Belém para Brasília no avião presidencial, pela única vez, para dizer a Lula que iria sair. “Não faça isso, você começou a obra, precisa terminar. Tire todo mundo que estiver atrapalhando”, disse ele. Prossegui.
Na última semana de seu governo, ele insistiu, como já fizera o ministro Franklin Martins, cujo apoio nunca me faltou, na importância de cumprir o mandato até o fim, fazendo valer a lei. Deve ter sido um erro, mas fiquei para concluir o mandato. Nunca desejei nem pleiteei mais quatro anos. Agora havia também o conflito com o Conselho Curador. Uma nova maioria substituira os conselheiros nomeados por Lula, formada por nomes oriundos de consulta pública e selecionados pelo Conselho. Para ela, o Conselho tem poder sobre tudo na EBC, e não a tarefa de zelar pelos princípios na programação, como diz a lei.
Reagi à ideia de uma diretoria subalterna, traduzida pela grosseria pública do conselheiro Aarão Reis: “Sua função é trabalhar, a minha é te controlar”. Tudo culminou com a ordem para tirar do ar os programas religiosos, em nome do Estado laico. O Conselho não é gestor da grade. Os programas constavam da grade anual. A TV Pública deve espelhar a sociedade, plural e diversa, não o Estado. Por fim, a Justiça concedeu liminares às igrejas e o Senado condenou a resolução, prometendo revogá-la por decreto legislativo. A diretoria refletira corretamente a sociedade.
Outros conflitos houvera. Tivemos que refazer o Plano de Trabalho 2011, nele incluindo informações orçamentárias, tema afeto ao Conselho de Administração. O modelo tecnológico do Operador de Rede foi questionado, os investimentos em rádio também. Em 25 de agosto, reiterei à presidente Dilma que, mesmo se quisesse, continuar seria submeter-me a uma destituição já anunciada por notas na imprensa. É só buscar no Google. Elas diziam que, se Dilma me reconduzisse, o Conselho aprovaria meu impeachment, ou seja, a destituição pelo voto de desconfiança, prevista na lei. O blog Poder Online em 9/9/2011 avisou: “O Conselho não nomeia mas demite”. Na véspera, eu participara de reunião com a presidente e os ministros da Secom e do Minicom. O tema era tevê digital.
Pensaram que era recondução.
Acelerei a transição com Nelson, que eu levara para a EBC e era o nome consensuado. Fizemos o balanço da gestão, mas o Conselho cancelou a audiência pública em que seria apresentado. Em ato no dia 27, fizemos o balanço e a despedida. Os resultados foram mostrados e aplaudidos. Mas fontes ocultas informaram, por alguns jornais, que perdi a disputa pela recondução. Que o governo me trocou por discordar da gestão. Correta, só a informação de que o Conselho não me queria. Mas não informava por quê. Há um dano moral nisso. Precisei revelar, em coletiva, o não apurado. Ao virar a página, espero que a diretoria agora possa trabalhar e que o Conselho retorne ao seu relevante papel institucional e legal."
Tereza Cruvinel
7/11/11
Forma de um telescópio
Estranho essa capacidade que algumas pessoas têm de enxergar.
Marco Aurélio Nogueira tem. Segue uma das provas.
Triste é que pra cada um desses tem 5 milhões de idiotas.
Marco Aurélio Nogueira tem. Segue uma das provas.
Triste é que pra cada um desses tem 5 milhões de idiotas.
6/11/11
Lixo
“Não se faz política com o fígado”. Ulisses Guimarães tinha lá suas contradições, mas perto de tantos por aí, era uma Madre Teresa de Calcutá de virtudes. E cunhou uma das maiores frases, aqui repetida no início desse texto para definir o sentimento que deve guiar a política e os políticos. Política deve ser feita com cabeça, e se não for pedir demais aos nossos representantes, alma e coração. Ao menos um pouquinho...
Dilma gosta da frase. Já repetiu a máxima do Velhinho algumas vezes. Não sei o que ela está sentindo agora, nesse momento em que é vítima de política rasteira, da maior expressão de uma política feita com o fígado, com bílis, com o perdão da palavra feia. Porque tudo está tão claro...Enquanto alguns perdem tempo em comentários bairristas, preferem vibrar com um Rio de Janeiro passado pra trás, ou com Porto Alegre surrupiada, lá da Suíça o todo poderoso Ricardo Teixeira deve morrer de rir.
Preparou sua vingança com azeite quente, e traçou sua estratégia com o fígado, com ódio, como costuma fazer com quem cruza seu caminho. O mesmo que gritava com ódio uma vez em um hotel do Rio exigindo cabeças de jornalistas para executivos subservientes, o mesmo que é implacável com quem costuma ser voz dissonante e ousa buscar a verdade...Esse mesmo, passou a mão em 190 milhões de brasileiros. Inclusive a Presidenta.
Que ousara uma postura de independência, soberana diante do déspota e da Fifa. O troco veio caro. E está claro na escolha de sedes e tabela de Copa das Confederações e Copa do Mundo: a revoada do canarinho ao ninho tucano é estrategicamente pensada, vingança, vendeta de filme, de Poderoso Chefão. É duro acreditar que a obtusidade de alguém nessa hora pode pensar em bairrismos bobinhos para entender a revoada para São Paulo e Minas Gerais sem pensar em política feita com o fígado, sem pensar em vingança.
O cenário foi milimetricamente pensado. Com o fígado. Em pleno processo eleitoral de 2014, em curso para eleições de presidentes e governadores, a seleção estará preferencialmente no ninho tucano, BH e SP aquinhoadas generosamente. O resto é bobagem, como todo “ismo”. Bairrismo, racismo, fascismo...A essência da decisão é por aqui. Feita com o fígado.
A tragédia, a conseqüência dessa política feita com o fígado sim, é o inexplicável afastamento do cenário do Maracanã. O templo estuprado, o santuário onde o desdentado e o gravatinha se misturavam, destruído em sua alma para...Para nada! Pela bílis de um déspota e pela sede de alguns abutres subservientes, que agora, vítima do próprio déspota, devem se olhar no espelho envergonhados ao constatar que tomaram uma volta.
Dilma tem uma história de lutas, forjada na ponta da faca nas masmorras sórdidas da ditadura. Não acredito que vá se dar por satisfeita em ter sido vítima da política do fígado. Em tomar uma volta. Como diz o cancioneiro de sua Minas natal, “temos pólvora, chumbo e bala, o que nós queremos é guerrear”. Os próximos capítulos prometem e dão alguma esperança.
E se, em algum momento de sanidade nesse país onde cada vez o fígado se sobrepõe ao coração e alma na política, e até mesmo a cabeça, quem sabe voltamos a ter alguma dignidade...E aí então, queria ter alguma esperança de que alguém olhasse pro meu Maraca...Destruído pelo fígado dos vendilhões do templo, com o beneplácito dos subservientes prefeitinho e governador. Os mesmos que agora sentem a mão alheia passadas no traseiro.
Autor: Lucio de Castro
Dilma gosta da frase. Já repetiu a máxima do Velhinho algumas vezes. Não sei o que ela está sentindo agora, nesse momento em que é vítima de política rasteira, da maior expressão de uma política feita com o fígado, com bílis, com o perdão da palavra feia. Porque tudo está tão claro...Enquanto alguns perdem tempo em comentários bairristas, preferem vibrar com um Rio de Janeiro passado pra trás, ou com Porto Alegre surrupiada, lá da Suíça o todo poderoso Ricardo Teixeira deve morrer de rir.
Preparou sua vingança com azeite quente, e traçou sua estratégia com o fígado, com ódio, como costuma fazer com quem cruza seu caminho. O mesmo que gritava com ódio uma vez em um hotel do Rio exigindo cabeças de jornalistas para executivos subservientes, o mesmo que é implacável com quem costuma ser voz dissonante e ousa buscar a verdade...Esse mesmo, passou a mão em 190 milhões de brasileiros. Inclusive a Presidenta.
Que ousara uma postura de independência, soberana diante do déspota e da Fifa. O troco veio caro. E está claro na escolha de sedes e tabela de Copa das Confederações e Copa do Mundo: a revoada do canarinho ao ninho tucano é estrategicamente pensada, vingança, vendeta de filme, de Poderoso Chefão. É duro acreditar que a obtusidade de alguém nessa hora pode pensar em bairrismos bobinhos para entender a revoada para São Paulo e Minas Gerais sem pensar em política feita com o fígado, sem pensar em vingança.
O cenário foi milimetricamente pensado. Com o fígado. Em pleno processo eleitoral de 2014, em curso para eleições de presidentes e governadores, a seleção estará preferencialmente no ninho tucano, BH e SP aquinhoadas generosamente. O resto é bobagem, como todo “ismo”. Bairrismo, racismo, fascismo...A essência da decisão é por aqui. Feita com o fígado.
A tragédia, a conseqüência dessa política feita com o fígado sim, é o inexplicável afastamento do cenário do Maracanã. O templo estuprado, o santuário onde o desdentado e o gravatinha se misturavam, destruído em sua alma para...Para nada! Pela bílis de um déspota e pela sede de alguns abutres subservientes, que agora, vítima do próprio déspota, devem se olhar no espelho envergonhados ao constatar que tomaram uma volta.
Dilma tem uma história de lutas, forjada na ponta da faca nas masmorras sórdidas da ditadura. Não acredito que vá se dar por satisfeita em ter sido vítima da política do fígado. Em tomar uma volta. Como diz o cancioneiro de sua Minas natal, “temos pólvora, chumbo e bala, o que nós queremos é guerrear”. Os próximos capítulos prometem e dão alguma esperança.
E se, em algum momento de sanidade nesse país onde cada vez o fígado se sobrepõe ao coração e alma na política, e até mesmo a cabeça, quem sabe voltamos a ter alguma dignidade...E aí então, queria ter alguma esperança de que alguém olhasse pro meu Maraca...Destruído pelo fígado dos vendilhões do templo, com o beneplácito dos subservientes prefeitinho e governador. Os mesmos que agora sentem a mão alheia passadas no traseiro.
Autor: Lucio de Castro
5/11/11
Demência
O título mais adequado pa esse posto era "posto surreal do dia - especial diálogos malucos". Mas como alguns crápulas podem acionar o Marmota corporation na justiça* é melhor usar demência mesmo
(G^ODÓIO) oce vem na sexta ou no sábado?
(MUSSUM) no sábadis.
(MUSSUM) ô curris, oce acompanha o tv esporte interativis?
(CURRIS) não, aqui num pega. só pela interneta, que é lenta pa caraiozis
(MUSSUM) é uma boa opçãozis pa vê futebol na internetis.
(CURRIS) mas aqui fica travando diretis
(MUSSUM) o kajuruzis tem altis programis lá
(KAJURUZIS) EU SOU O KAJURUZIS!
(DOUTOR MARMOTA) UAHUAHUAHUAHUAHUUHAA
(MUSSUM) dementis, oce fazêndo biquis só era engraçadis quando oce era gordis. agora que oce é magris fica muito esquizitis.
(KAJURUZIS) magris? tá doidis? minha barriga num para de crescer. graças a deus. eu num quero morrê quinem a whinehousis.
(MUSSUM) prontis, tá provadis. oce não é o kajuruzis. pq o kajuruzis da televisão TÁ MAGRIS (mussum fica nervosis)
(MUSSUM) TÁ MAGRIS!
(CURRIS) huahuuhahuhuahuahua
(KAJURUZIS) tipo o faustaozis?
(MUSSUM) mais magris!
(KAJURUZIS) cacildis!
* a briga entre zezé di camargo e luciano, a situação da grécia, a relaçao conflituosa entre Crátilo, Amiguinho Japoronga e Frank, além da especulação sobre o (precoce) fim da carreira de rugens garrichellllo na fórmula 1, abalaram a parceria neodadaísta entre a Marmota Corporation e o Caia Na Real.



(G^ODÓIO) oce vem na sexta ou no sábado?
(MUSSUM) no sábadis.
(MUSSUM) ô curris, oce acompanha o tv esporte interativis?
(CURRIS) não, aqui num pega. só pela interneta, que é lenta pa caraiozis
(MUSSUM) é uma boa opçãozis pa vê futebol na internetis.
(CURRIS) mas aqui fica travando diretis
(MUSSUM) o kajuruzis tem altis programis lá
(KAJURUZIS) EU SOU O KAJURUZIS!
(DOUTOR MARMOTA) UAHUAHUAHUAHUAHUUHAA
(MUSSUM) dementis, oce fazêndo biquis só era engraçadis quando oce era gordis. agora que oce é magris fica muito esquizitis.
(KAJURUZIS) magris? tá doidis? minha barriga num para de crescer. graças a deus. eu num quero morrê quinem a whinehousis.
(MUSSUM) prontis, tá provadis. oce não é o kajuruzis. pq o kajuruzis da televisão TÁ MAGRIS (mussum fica nervosis)
(MUSSUM) TÁ MAGRIS!
(CURRIS) huahuuhahuhuahuahua
(KAJURUZIS) tipo o faustaozis?
(MUSSUM) mais magris!
(KAJURUZIS) cacildis!
* a briga entre zezé di camargo e luciano, a situação da grécia, a relaçao conflituosa entre Crátilo, Amiguinho Japoronga e Frank, além da especulação sobre o (precoce) fim da carreira de rugens garrichellllo na fórmula 1, abalaram a parceria neodadaísta entre a Marmota Corporation e o Caia Na Real.



Reunião no olimpo
Zico e Pet juntos em uma hora de programa comandado pelo Zicão é um troço que arruma a vida de qualquer rubronegro.
Esses dois são, possivelmente, as personalidades mais recorrentes nesse bróguio.
Pra não perder o costume, seguem lembranças do Dejan no brasileiro de 2009.
SEMPRE FLAMENGO.
Esses dois são, possivelmente, as personalidades mais recorrentes nesse bróguio.
Pra não perder o costume, seguem lembranças do Dejan no brasileiro de 2009.
SEMPRE FLAMENGO.
4/11/11
Nojo
(Tia da SPOA) Tem que prestar atenção nos textos. Como o assunto é o mesmo não pode copiar os textos.
(Tii do Cicro de Gestão) Ah... entendi. Tem que mudar a ordem dos parágrafos.
(Tii do Cicro de Gestão) Ah... entendi. Tem que mudar a ordem dos parágrafos.
31/10/11
Trabaiá cansa (sem frufrus)
É...
Tá cansado?
"(...) no meio da entressafra de filmes brasileiros, que pareciam picados pela mosca da preguiça com títulos insossos (de “Salve Geral” a “Meu País”, passando pelos longas inspirados no espírito de André Luiz) acaba de sair uma pérola. “Trabalhar Cansa”, o primeiro longa-metragem da dupla Marco Dutra e Juliana Rojas, é um exemplo raro de como boas ideias não precisam de grandes frufrus para serem originais. O filme, que transita o tempo todo entre a comédia, o drama e o terror, parece beber no realismo fantástico que fez da literatura latina referência na ficção. Só parece: porque tudo ali é idiotamente real.
Mérito dos diretores, que, longe dos barracos erguidos em áreas de risco ou das querelas entre ditadores resolvidas a pauladas, criaram a sucursal do inferno num apartamento comum habitando por um casal aparentemente comum, sem grandes talentos ou ambições além de montar a árvore de Natal no fim de ano, viajar para a praia no carnaval ou conseguir uma empregada para dar conta da bagunça de casa.
Só que um dia o desemprego bate às portas. O que parecia sólido se dissolve no ar.
Heroica (talvez inspirada nos mantras de medidas anticíclicas para a crise), a mulher Helena (Helena Albergaria) arregaça as mangas e coloca para fora o espírito empreendedor. O sonho se adapta ao bolso e a leva a comprar uma salinha caindo aos pedaços no centro de São Paulo, onde monta um mercadinho simples, de poucos funcionários e muita dor de cabeça.
A dona-de-casa e dublê de empreendedora se revolta com crueldade do mercado, mas não em pagar menos de um salário mínimo, sem registro, para a empregada. O sonho americano termina ali. Calma, Helena é daquelas pessoas que parecem incapazes de fazer mal a uma mosca (o olhar dela, inclusive, até parece de uma mosca), mas não demonstra a mesma timidez ao propor à empregada que receba menos de um salário mínimo por mês, sem registro, ainda que o serviço exija que durma na casa, para lavar, limpar, passar, cozinhar e dar de comer para a filha do casal.
O mercado não é promissor, mesmo assim, a fila de desempregados em busca de oportunidade se agiganta do lado de fora. A pressão a leva a abandonar o papel de esposa doce do lar. A voz calma e os olhos aparentemente inofensivos dão lugar a pitis, paranoias, cansaços. A mulher que se anunciava compreensiva agora diz ao marido que ele é um “bosta” porque o processo de recolocação no mercado demora mais que o planejado.
Mais que o drama, o filme capta com uma câmera crua (a fotografia é precária, a trilha sonora não tem música, o cenário é quase amador) a pobreza de ideias que esfola a classe média, vítima e algoz do próprio mecanismo que cria e aceitar jogar, como cordeiros.
Único personagem aparentemente lúcido na trama, Otávio mergulha na crise ao se ver cercado de idiotas. Impactado com a demissão, ele passa a procurar novas vagas, e o que encontra são gerentes de recursos humanos que enchem bexigas pintadas com olhos e boquinhas e representam o chefe direto; na meia idade, é obrigado a participar de um “se vira nos 30 para ficar com a vaga” dizendo à mediadora quais os talentos que imagina ter o jovem concorrente recém-formado; ou participar de palestras motivacionais, encontros para contatos e atividades de um animador de plateia que ensina a liberar “o animal” dentro do terno e da gravata e a não desanimar jamais.
É como se o Xou da Xuxa, que a olhos adultos parecia show de horror (com luzes, clichês, gincanas, bola, balão e bambolê) fosse transportado para os postos de trabalho, onde homens de barba já não precisam lutar pela sobrevivência, mas para convencer a gerência que é dócil o suficiente para merecer estar vivo.
É hilário, mas duramente real. Diante da crise, que estraçalha o empregado e também o pequeno empreendedor, o mundo se infantiliza para evitar, talvez, desistências coletivas. Mais que isso: como matrioshkas (aquelas bonecas russas que saem umas de dentro das outras), a teia de exploração se reproduz nas pontas – o mercado explora o trabalhador, que explora as empregadas, que transgridem as regras porque simplesmente não existem regras sem juiz nem carteira de trabalho nem mercado regulado. É quando a cobra morde o próprio rabo, e já não se sabe se os atores se tornam algozes porque desprezam as regras do jogo ou porque simplesmente as aceitam.
Ao fundo, é possível ouvir as palavras de Marina Colasanti que, certa vez, resumiu os perigos de se acostumar demais a uma vida medíocre. “E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão”. Amplidão que parece ausente em todos os cantos daquela casa e daquele mercado fadado ao desastre"
Fonte: Carta Capital
Tá cansado?
"(...) no meio da entressafra de filmes brasileiros, que pareciam picados pela mosca da preguiça com títulos insossos (de “Salve Geral” a “Meu País”, passando pelos longas inspirados no espírito de André Luiz) acaba de sair uma pérola. “Trabalhar Cansa”, o primeiro longa-metragem da dupla Marco Dutra e Juliana Rojas, é um exemplo raro de como boas ideias não precisam de grandes frufrus para serem originais. O filme, que transita o tempo todo entre a comédia, o drama e o terror, parece beber no realismo fantástico que fez da literatura latina referência na ficção. Só parece: porque tudo ali é idiotamente real.
Mérito dos diretores, que, longe dos barracos erguidos em áreas de risco ou das querelas entre ditadores resolvidas a pauladas, criaram a sucursal do inferno num apartamento comum habitando por um casal aparentemente comum, sem grandes talentos ou ambições além de montar a árvore de Natal no fim de ano, viajar para a praia no carnaval ou conseguir uma empregada para dar conta da bagunça de casa.
Só que um dia o desemprego bate às portas. O que parecia sólido se dissolve no ar.
Heroica (talvez inspirada nos mantras de medidas anticíclicas para a crise), a mulher Helena (Helena Albergaria) arregaça as mangas e coloca para fora o espírito empreendedor. O sonho se adapta ao bolso e a leva a comprar uma salinha caindo aos pedaços no centro de São Paulo, onde monta um mercadinho simples, de poucos funcionários e muita dor de cabeça.
A dona-de-casa e dublê de empreendedora se revolta com crueldade do mercado, mas não em pagar menos de um salário mínimo, sem registro, para a empregada. O sonho americano termina ali. Calma, Helena é daquelas pessoas que parecem incapazes de fazer mal a uma mosca (o olhar dela, inclusive, até parece de uma mosca), mas não demonstra a mesma timidez ao propor à empregada que receba menos de um salário mínimo por mês, sem registro, ainda que o serviço exija que durma na casa, para lavar, limpar, passar, cozinhar e dar de comer para a filha do casal.
O mercado não é promissor, mesmo assim, a fila de desempregados em busca de oportunidade se agiganta do lado de fora. A pressão a leva a abandonar o papel de esposa doce do lar. A voz calma e os olhos aparentemente inofensivos dão lugar a pitis, paranoias, cansaços. A mulher que se anunciava compreensiva agora diz ao marido que ele é um “bosta” porque o processo de recolocação no mercado demora mais que o planejado.
Mais que o drama, o filme capta com uma câmera crua (a fotografia é precária, a trilha sonora não tem música, o cenário é quase amador) a pobreza de ideias que esfola a classe média, vítima e algoz do próprio mecanismo que cria e aceitar jogar, como cordeiros.
Único personagem aparentemente lúcido na trama, Otávio mergulha na crise ao se ver cercado de idiotas. Impactado com a demissão, ele passa a procurar novas vagas, e o que encontra são gerentes de recursos humanos que enchem bexigas pintadas com olhos e boquinhas e representam o chefe direto; na meia idade, é obrigado a participar de um “se vira nos 30 para ficar com a vaga” dizendo à mediadora quais os talentos que imagina ter o jovem concorrente recém-formado; ou participar de palestras motivacionais, encontros para contatos e atividades de um animador de plateia que ensina a liberar “o animal” dentro do terno e da gravata e a não desanimar jamais.
É como se o Xou da Xuxa, que a olhos adultos parecia show de horror (com luzes, clichês, gincanas, bola, balão e bambolê) fosse transportado para os postos de trabalho, onde homens de barba já não precisam lutar pela sobrevivência, mas para convencer a gerência que é dócil o suficiente para merecer estar vivo.
É hilário, mas duramente real. Diante da crise, que estraçalha o empregado e também o pequeno empreendedor, o mundo se infantiliza para evitar, talvez, desistências coletivas. Mais que isso: como matrioshkas (aquelas bonecas russas que saem umas de dentro das outras), a teia de exploração se reproduz nas pontas – o mercado explora o trabalhador, que explora as empregadas, que transgridem as regras porque simplesmente não existem regras sem juiz nem carteira de trabalho nem mercado regulado. É quando a cobra morde o próprio rabo, e já não se sabe se os atores se tornam algozes porque desprezam as regras do jogo ou porque simplesmente as aceitam.
Ao fundo, é possível ouvir as palavras de Marina Colasanti que, certa vez, resumiu os perigos de se acostumar demais a uma vida medíocre. “E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão”. Amplidão que parece ausente em todos os cantos daquela casa e daquele mercado fadado ao desastre"
Fonte: Carta Capital
30/10/11
Rosa 2012/13
Portieri: Stekelenburg(1), Curci(12), Pigliacelli(22)
Terzino Destro: Marco Cassetti(77), Aleandro Rosi(87)
Difensore Centrale: Ogbonna(2), Juan(4), Heinze(5), Burdisso(14), Simoni Sini(23)
Terzino Sinestro: José Angel(3), Balzarretti(13)
Centrocampista Difensivi: Pizarro(7), De Rossi(16)
Centrocampista Puri: Aquilani(8), Simplício(15), Ganso(20), Pjanic(21)
Centrocampista Offensivi: Lucas (18), Lamela(25)
Attaccante: Drogba(9), Totti(10), Neymar(11), Bojan(17), Osvaldo(19)
Arrivi: Ogbonna (Torino) 20mi, Balzaretti (Palermo) 5mi, Aquilani (Liverpool) 12mi, Lucas (São Paulo) 25mi, Ganso (Santos) 25mi, Drogba (Chelsea) 7mi, Neymar (Santos) 40mi.
Partenza: Lobont (rescissioni), Cicinho (svincolato), Loic Nego (prestito), Fernando Gago (fine prestito), Taddei (rescissioni), Leandro Greco (svincolato), Perrotta (svincolato), Caprari (prestito), Viviani (prestito), Chuka Okaka (prestito), Borini (fine prestito), Kjaer (fine prestito), Borriello (prestito)
ROMA:
1-Stekelenburg; 77-Cassetti, 2-Ogbonna, 4-Juan, 13-Balzaretti;
16-De Rossi, 8-Aquilani, 21-Ganso, 18-Lucas;
9-Drogba, 11-Neymar.
12-Curci; 14-Burdisso, 5-Heinze, 7-Pizarro, 21-Pjanic, 10-Totti, 19-Osvaldo.
Terzino Destro: Marco Cassetti(77), Aleandro Rosi(87)
Difensore Centrale: Ogbonna(2), Juan(4), Heinze(5), Burdisso(14), Simoni Sini(23)
Terzino Sinestro: José Angel(3), Balzarretti(13)
Centrocampista Difensivi: Pizarro(7), De Rossi(16)
Centrocampista Puri: Aquilani(8), Simplício(15), Ganso(20), Pjanic(21)
Centrocampista Offensivi: Lucas (18), Lamela(25)
Attaccante: Drogba(9), Totti(10), Neymar(11), Bojan(17), Osvaldo(19)
Arrivi: Ogbonna (Torino) 20mi, Balzaretti (Palermo) 5mi, Aquilani (Liverpool) 12mi, Lucas (São Paulo) 25mi, Ganso (Santos) 25mi, Drogba (Chelsea) 7mi, Neymar (Santos) 40mi.
Partenza: Lobont (rescissioni), Cicinho (svincolato), Loic Nego (prestito), Fernando Gago (fine prestito), Taddei (rescissioni), Leandro Greco (svincolato), Perrotta (svincolato), Caprari (prestito), Viviani (prestito), Chuka Okaka (prestito), Borini (fine prestito), Kjaer (fine prestito), Borriello (prestito)
ROMA:
1-Stekelenburg; 77-Cassetti, 2-Ogbonna, 4-Juan, 13-Balzaretti;
16-De Rossi, 8-Aquilani, 21-Ganso, 18-Lucas;
9-Drogba, 11-Neymar.
12-Curci; 14-Burdisso, 5-Heinze, 7-Pizarro, 21-Pjanic, 10-Totti, 19-Osvaldo.
29/10/11
27/10/11
25/10/11
Insanidade, óbvio
(Doutor Marmota) ô demencia, gostei do artigo, especialmente da parte final
(Doutor Marmota) o começo é dificil pq oce entra num debate sobre ideologia sem explicar
(Crátilo) é vero. tá bem confuso mesmo.
(Doutor Marmota) é dificl entrar nisso assim, de supetão
(Doutor Marmota) mas pra que é o artiigo?
(Crátilo) tá tudo muito confuso, eu fui jogando ideias. te passei pra ver se faz sentido.
(Crátilo) escrevi rapidamente hoje à tarde
(Doutor Marmota) VOCE PRECISA ASSITIR AS AULINHAS DE METODONGOLOGIA, FIIIÃO
(Crátilo) EU ODEIO MÉTODO. SE NÃO ENTENDEREM O QUE EU ESCREVER, FODA-SE.
(Crátilo) é muito chato estruturar texto pra fazer sentido. QUERO CONFUSÃO!
(Crátilo) EU POSSO COLOCAR UMAS FIGURAS, PRA FACILITAR A LEITURA
(Crátilo) UMAS FOTO DE NOVILLAS, TALVEZ
(Doutor Marmota) auhhuauhauhauhuhahuauh
(Doutor Marmota) posto automático
(Crátilo) bicho, eu gostei muito das coisas que o tal de jogador BERGSON disse. acho que se encaixa bem no GODOIOISMO.
(Crátilo) o cara defende que a gente tem uma intuição filosófica, mas que é difícil de expressar. e que o método, e mesmo a linguagem, atrapalham pa caraio e você sempre "perde" algo no caminho entre a intuição e o trabalho intelectual.
(Crátilo) ISSO É UMA BOA DESCULPA PRA EU NÃO CONSEGUIR ESCREVÊ DIREITO!
(Crátilo) a minha intuição então, que é maluca e de PLUTÃO, é IMPOSSÍVEL de expressar em texto ou palavras. o que significa que OCES VÃO TER QUE FAZER UMA AUTÓPSIA DO MEU CÉREBRO PRA DESCOBRIR AS COISA QUE EU PENSEI DE VERDADE.
(Doutor Marmota) Isso, fiiião! Paizão não precisa nem de DNA pra ter certeza que sou seu pai biológico. Tá se achando quinem o paizão!
(Doutor Marmota) o começo é dificil pq oce entra num debate sobre ideologia sem explicar
(Crátilo) é vero. tá bem confuso mesmo.
(Doutor Marmota) é dificl entrar nisso assim, de supetão
(Doutor Marmota) mas pra que é o artiigo?
(Crátilo) tá tudo muito confuso, eu fui jogando ideias. te passei pra ver se faz sentido.
(Crátilo) escrevi rapidamente hoje à tarde
(Doutor Marmota) VOCE PRECISA ASSITIR AS AULINHAS DE METODONGOLOGIA, FIIIÃO
(Crátilo) EU ODEIO MÉTODO. SE NÃO ENTENDEREM O QUE EU ESCREVER, FODA-SE.
(Crátilo) é muito chato estruturar texto pra fazer sentido. QUERO CONFUSÃO!
(Crátilo) EU POSSO COLOCAR UMAS FIGURAS, PRA FACILITAR A LEITURA
(Crátilo) UMAS FOTO DE NOVILLAS, TALVEZ
(Doutor Marmota) auhhuauhauhauhuhahuauh
(Doutor Marmota) posto automático
(Crátilo) bicho, eu gostei muito das coisas que o tal de jogador BERGSON disse. acho que se encaixa bem no GODOIOISMO.
(Crátilo) o cara defende que a gente tem uma intuição filosófica, mas que é difícil de expressar. e que o método, e mesmo a linguagem, atrapalham pa caraio e você sempre "perde" algo no caminho entre a intuição e o trabalho intelectual.
(Crátilo) ISSO É UMA BOA DESCULPA PRA EU NÃO CONSEGUIR ESCREVÊ DIREITO!
(Crátilo) a minha intuição então, que é maluca e de PLUTÃO, é IMPOSSÍVEL de expressar em texto ou palavras. o que significa que OCES VÃO TER QUE FAZER UMA AUTÓPSIA DO MEU CÉREBRO PRA DESCOBRIR AS COISA QUE EU PENSEI DE VERDADE.
(Doutor Marmota) Isso, fiiião! Paizão não precisa nem de DNA pra ter certeza que sou seu pai biológico. Tá se achando quinem o paizão!
(iN)Sanidade
Quando uma pessoa fica acompanhando uma discussão do Foucault com o Chomsky a meia noite depois de um dia intenso de trabaio essa pessoa só pode ter algum problema mental muito grave. Em todo causo, segue o imperdível debate sobre a natureza humana.
Aliás, essas coisas que o Chomsky falou... eu não sei não.
Acho que ele não conhece os burrocrata brasileiro.
Ôta coisa, tem um rapaz no segundo 21 do vídeo que eu deveria imitar.
Creio que começarei pelos óculos...
Aliás, essas coisas que o Chomsky falou... eu não sei não.
Acho que ele não conhece os burrocrata brasileiro.
Ôta coisa, tem um rapaz no segundo 21 do vídeo que eu deveria imitar.
Creio que começarei pelos óculos...
É falta na entrada da área...
"É falta na entrada da área
Adivinha quem vai bater
É o camisa 10 da Gávea
É o camisa 10 da Gávea
Ele tem uma dinâmica
física, rica e rítmica
Seus reflexos lúcidos
Lançamentos
dribles desconcertantes
Chutes maliciosos
são como flashes eletrizantes
Estufando a rede
num possível gol de placa
É falta na entrada da área..."
Adivinha quem vai bater
É o camisa 10 da Gávea
É o camisa 10 da Gávea
Ele tem uma dinâmica
física, rica e rítmica
Seus reflexos lúcidos
Lançamentos
dribles desconcertantes
Chutes maliciosos
são como flashes eletrizantes
Estufando a rede
num possível gol de placa
É falta na entrada da área..."
22/10/11
21/10/11
Boletim del PAN
Natación - 4x100m Relevo Combinado Varonil
Oro - Brasil - 3:34:58
Prata - Estados Unidos - 3:37:17
Bronce - Argentina - 3:44:51
Voleibol Femenil
Oro - Brasil
Prata - Cuba
Bronce - Estados Unidos
Oro - Brasil - 3:34:58
Prata - Estados Unidos - 3:37:17
Bronce - Argentina - 3:44:51
Voleibol Femenil
Oro - Brasil
Prata - Cuba
Bronce - Estados Unidos
20/10/11
Pedagogia da autonomia
"Seria uma pedagogia que não imporia temas, lógica, ritmo, objetivos, palavras de ordem, verdades, metodologia, modelo de gestão, etc.
Uma pedagogia que, num confronto de modos de sentir/pensar/querer/agir, aprofundaria o que concretamente estiver interessando aos grupos, categorias e classes, cuja Hegemonia se esteja pretendendo construir. Uma pedagogia de transformação do senso comum que é algo necessariamente pouco sistematizado e também incoerente por conta de sua origem tão heterogênea, em bom senso, ou seja, em algo mais profundo, mais sistematizado, mais coerente.
O bom senso seria a sabedoria."
Ivandro da Costa Sales
Os Desafios da Gestão Democrática da Sociedade - em diálogo com Gramsci.
UFPE
Uma pedagogia que, num confronto de modos de sentir/pensar/querer/agir, aprofundaria o que concretamente estiver interessando aos grupos, categorias e classes, cuja Hegemonia se esteja pretendendo construir. Uma pedagogia de transformação do senso comum que é algo necessariamente pouco sistematizado e também incoerente por conta de sua origem tão heterogênea, em bom senso, ou seja, em algo mais profundo, mais sistematizado, mais coerente.
O bom senso seria a sabedoria."
Ivandro da Costa Sales
Os Desafios da Gestão Democrática da Sociedade - em diálogo com Gramsci.
UFPE
Intelectuais de merda
"O erro do intelectual consiste em acreditar que se possa saber sem compreender e, principalmente, sem sentir e estar apaixonado (não só pelo saber em si, mas também pelo objeto do saber)."
Anotações do Tonico
Anotações do Tonico
19/10/11
Papparazzi
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